<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952</id><updated>2012-01-08T12:47:12.939-03:00</updated><title type='text'>desejos do tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amanda Couto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06599910533067695901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-X9atKkYwBbg/TvtIgrMwysI/AAAAAAAACeU/3W_Zf18cqnc/s220/c83ea3a9f934633bc331f36fc244f1b7_68701_lrg.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5586323693692097248</id><published>2012-01-08T12:47:00.001-03:00</published><updated>2012-01-08T12:47:12.943-03:00</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p&gt;Todo dia ela faz tudo sempre igual. E, apesar da ordem das coisas n&amp;#227;o seguir um padr&amp;#227;o, no fim do dia n&amp;#227;o h&amp;#225; diferen&amp;#231;a. Senta estranho, fala pouco, pensa muito. Sente muito. J&amp;#225; viveu mais. Mais horas do dia, mais dias nas horas, mais dela no tempo. Me perguntou o que acho. Respondi que era reclus&amp;#227;o. Como se tudo o que houvesse l&amp;#225; fora fosse t&amp;#227;o dela que ela n&amp;#227;o merecia. N&amp;#227;o sabia o que fazer. Olhei seus olhos tristes de longe e quis saber o que dizer, mas n&amp;#227;o sabia. Os pensamentos tomavam formas em forma de gritos, mas s&amp;#243; ela ouvia. E s&amp;#243; ela podia sair dali.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5586323693692097248?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5586323693692097248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5586323693692097248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5586323693692097248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5586323693692097248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2012/01/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Amanda Couto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06599910533067695901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-X9atKkYwBbg/TvtIgrMwysI/AAAAAAAACeU/3W_Zf18cqnc/s220/c83ea3a9f934633bc331f36fc244f1b7_68701_lrg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2661571890458580370</id><published>2011-12-28T15:11:00.001-03:00</published><updated>2011-12-28T15:17:56.865-03:00</updated><title type='text'>Volta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço escolhas tão bem que já nem considero que posso me dar mal. Ou pelo menos foi assim que resolvi pensar. Um jeito de não quebrar a cara de forma tão óbvia. A verdade é que me empolgo demais com as possibilidades e, por mais que pese os prós e contras, deixo meu coração falar mais alto. E ele grita tanto que eu sequer hesito em jogar tudo pro alto pra buscar algo que, geralmente, não precisava ser meu naquele momento. É como se a vida brincasse comigo constantemente, me colocando situações importantes, em momentos de muita tranquilidade. Eu topo, claro, porque sempre topei desafios e sempre adorei mudanças. Mas não é fácil mudar. Dizem que o começo é difícil, mas o começo é, na verdade, a melhor parte. Sabe por quê? Porque tem gosto de valentia, sensação de maturidade e sopro de liberdade. Mas o tempo passa, Maria. E eu nem senti. Quando me dei conta, faltava tanta coisa! Antes fossem coisas vãs. Não. É um redemoinho de vazio e silêncio com gritos e risadas que ecoam longe e me incomodam. Qual a diferença entre ciúme e inveja? Não importa depois que se misturam. Lágrimas aliviam, mas não curam. O tempo sim. E aqui estou, mais uma vez, confiando que vai passar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2661571890458580370?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2661571890458580370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2661571890458580370' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2661571890458580370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2661571890458580370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/12/volta.html' title='Volta'/><author><name>Amanda Couto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06599910533067695901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-X9atKkYwBbg/TvtIgrMwysI/AAAAAAAACeU/3W_Zf18cqnc/s220/c83ea3a9f934633bc331f36fc244f1b7_68701_lrg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2590207925931608038</id><published>2011-07-03T22:56:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T14:35:07.963-03:00</updated><title type='text'>Calada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças a Deus, nasci mulher. Por mais que ache necessário conter o choro, sei que não preciso. Principalmente estando ali, em meio às conquistas que adquiri nos últimos anos. Não queria borrar a maquiagem, a verdade é essa. Mas verdade maior ainda é que mulher quando chora de alegria brilha muito. Maquiagem boa não se desmancha com sorriso, não freia coração acelerado, não abafa gritos de satisfação, pelo contrário, contribui. Porque lágrima de felicidade enrubesce as maçãs do rosto, deixa os olhos mais claros (limpos e livres de tanta ansiedade) e espanta soluços histéricos de beira de travesseiro. Chorar nossas alegrias é como lavar a alma depois de um desaforo, é um grito que ecoamos para o nosso sonho, só pra confirmar que, juntos, nós chegamos lá. Eu engasgo e engulo lágrimas como se cada choro fosse colocar pra fora todas as dores e frustrações que de vez em quando pesam os ombros. Tempestades são regadas de muita, muita água - como tem que ser. Chorar não podia ser diferente - primeiro o dia fica nublado, o céu acinzenta e a gente pensa: vai chover!, os pingos caem de um lugar que ninguém vê, mas sente e molha tudo, te força a trocar de roupa, não sair de casa, se proteger em um abrigo, desarrumar o cabelo e escorrer o rímel nas bochechas. Porque essas águas são assim mesmo: chegam de repente e, com calma ou euforia, externam emoções que, de tão tímidas, nem queriam existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2590207925931608038?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2590207925931608038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2590207925931608038' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2590207925931608038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2590207925931608038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/07/c.html' title='Calada'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6854816390130856220</id><published>2011-06-30T03:51:00.000-03:00</published><updated>2011-07-01T00:18:34.937-03:00</updated><title type='text'>Tudo novo de novo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele segurou o violão com uma violência delicada. Preparou a voz como quem aguarda milésimos de segundo para proferir qualquer coisa que já havia repetido tantas vezes que nem contava mais. E eu ali, de pernas cruzadas, de frente para algo que desconheço, cantei junto. Vamos começar colocando um ponto final, pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim – ele começou. Refleti. Onde estão os pontos finais? Gosto de começos e finais bem resolvidos, de tratos firmados e encerrados com dignidade, sinceridade e firmeza. Entrei e saí tantas vezes daquela sala procurando por um mínimo sinal de que algo era garantido. Bem que mamãe ensinou a não confiar em quem não olha nos olhos. Desconfio, mesmo!, de quem não me olha quando fala comigo. “É coisa de gente covarde”, ela sempre me assegurou. E o fez para me manter segura nesse meio de mundo que escolhi percorrer por minha conta quando lhe soltei as mãos. Desconfio, também, que seja por isso que ela chora – tem medo do que pode ter esquecido de me dizer, do que posso ter esquecido de ouvir. Hoje comemorei porque estive certa todo esse tempo, bem aqui, dentro do meu coração. Talvez não. Quem sabe? Ele me chamou para comunicar algo que não lhe fazia qualquer diferença. Não procurei o calor do contato visual, pois já sabia que não viria. Foi sempre assim, rabiscos, traços, desenhos, riscos e plic-ploc de canetas enquanto dizia coisas importantes com ar de quem só fala porque alguém mandou. Nunca quis, nunca quer, nunca assina, nunca assume – sempre querem, assinam, assumem e mandam, principalmente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parti sem olhar para trás, com esperanças fundamentadas em ligações rejeitadas e emails não respondidos. Vamos acordar, hoje tem um sol diferente no céu, gargalhando no seu carrossel e gritando: Nada é tão simples assim! – continuou a cantoria. E, bem, não é. Eu, que sempre me adaptei tão bem às mudanças, estampei um sorriso e segui em frente, “pra tentar entender que acabou”. Mas nada acabou, na verdade. O que vem, agora, é um grande começo, coroado de opções, oportunidades, avaliações, dedicação, afinco e fé. Vamos mergulhar do alto onde caímos. Vamos mergulhar, mergulhar, mergulhar. Eu não sei nadar. Mas vou aprender.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ps: A música, &lt;a href="http://migre.me/59fhV"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6854816390130856220?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6854816390130856220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6854816390130856220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6854816390130856220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6854816390130856220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/06/tudo-novo-de-novo.html' title='Tudo novo de novo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8382442161497422208</id><published>2011-04-26T21:54:00.001-03:00</published><updated>2011-04-26T22:08:27.783-03:00</updated><title type='text'>"Tenho a honra de ser paraibana"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-IEf7NB2H2EQ/Tbdrs4PPrZI/AAAAAAAAA6Q/Yhl165z5kpg/s1600/Mayana%2BNeiva%2B%2528cr%25C3%25A9dito%2BRG%2BVogue%25291.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 340px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IEf7NB2H2EQ/Tbdrs4PPrZI/AAAAAAAAA6Q/Yhl165z5kpg/s400/Mayana%2BNeiva%2B%2528cr%25C3%25A9dito%2BRG%2BVogue%25291.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600063080413244818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: RG Vogue/Divulgação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;A Paraíba tem fama de muitas coisas e uma delas diz respeito à  personalidade das mulheres nascidas por aqui. Diz-se que são criaturas  fortes, de presença e caráter marcantes. Com simplicidade, Luiz Gonzaga  já anunciava, "Paraíba masculina, mulher macho sim, senhor" que, entre  tantas interpretações, anuncia uma figura feminina dona de muita força.  Mayana Maria Ramos Neiva, atriz, natural de Campina Grande, vem  conquistando simpatia Brasil à fora. O motivo? Seu talento incontestável  e personalidade única. "Tenho muita honra de ser paraibana", faz  questão de frisar a bela e batalhadora moça que, semana passada, passou  um dia na cidade natal e se desdobrou para aproveitar momentos com a  família e matar as saudades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mayana Neiva deixou Campina Grande há seis anos. "Ir para fora do estado  é uma questão de espaço, de buscar aperfeiçoamento e oportunidades",  avalia a atriz. "Sinto falta de incentivo aos atores paraibanos. Além  disso, há uma falha na formação do público também. Teatro não é só  comédia, é muito, muito mais que isso", desabafa sobre um dos motivos de  ter ido em busca de alçar voos mais altos na profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  resolveu ir embora, a família temeu. "Eles tinham medo do que eu poderia  encontrar e viver longe deles. Mas, mesmo assim, sempre me deram muita  força. Acho que a questão mais difícil é, e sempre foi, a saudade",  revela, afirmando que sente falta da família constantemente. "Quando  penso em Campina Grande o que me vem à cabeça é a minha família",  acrescenta. "Saudade da minha avó, que é a melhor pessoa desse mundo e  tem a comida mais gostosa que eu já comi, das farras com meus primos e  do aconchego familiar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar tudo isso para trás foi difícil?  "Difícil é, mas é aquela coisa... Quando você tem certeza do que quer  fazer da vida, qualquer obstáculo é visto com naturalidade. Eu sempre  soube que ser atriz era o que eu queria, que era esse o meu destino",  assegura. A luta por espaço é acirrada e requer empenho e muito estudo.  "É preciso se adaptar ao meio, buscar ser e fazer sempre o melhor de  si", frisa a atriz, que destaca o equilíbrio como característica  essencial para a vida que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina atarefada não a deixa  angustiada. "Sei que não importa para onde eu vá, vou encontrar um mundo  que seja meu. Me adapto e afirmo, com certeza, que me sinto em casa em  qualquer lugar, seja em Campina, João Pessoa, Rio de Janeiro ou Porto  Alegre", exemplifica. "A casa da gente é algo que está aqui dentro, no  íntimo, é uma conquista pessoal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na ativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de seu  último papel na televisão, a modelo Desirée da novela Ti-ti-ti, de Maria  Adelaide Amaral, na Globo, a atriz continua trabalhando. "Estou  gravando o curta O Silêncio que Precede o Beijo, de Jô Bilac e, em maio,  começo a gravar o longa Laços, de Ignácio Coqueiro", conta. Quanto aos  planos da próxima visita à Paraíba, nada confirmado. "Em maio, talvez,  mas no São João com certeza", revelou Mayana.                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Material de minha autoria, publicado no jornal Diário da Borborema em 25.04.2011. Pode ser acessado através &lt;a href="http://www.diariodaborborema.com.br/2011/04/25/cultura1_0.php"&gt;desse link&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8382442161497422208?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8382442161497422208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8382442161497422208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8382442161497422208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8382442161497422208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/04/tenho-honra-de-ser-paraibana.html' title='&quot;Tenho a honra de ser paraibana&quot;'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IEf7NB2H2EQ/Tbdrs4PPrZI/AAAAAAAAA6Q/Yhl165z5kpg/s72-c/Mayana%2BNeiva%2B%2528cr%25C3%25A9dito%2BRG%2BVogue%25291.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8639537859116957365</id><published>2011-04-06T01:18:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T01:47:26.632-03:00</updated><title type='text'>Bem maior</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Lal2GVd5U90/TZvrP2S2EVI/AAAAAAAAA6A/nUcc6YzWqP8/s1600/Zefa1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Lal2GVd5U90/TZvrP2S2EVI/AAAAAAAAA6A/nUcc6YzWqP8/s320/Zefa1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592322019815723346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Josefa Félix de Araújo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;* 24.12.----&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;+ 01.04.2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me acostumei a vê-la sempre ali, sentada no sofá da sala. O lugar que reivindicou para si tem a marca funda do peso que carregava ao caminhar. E ai daquele que ousasse repousar o traseiro onde não devia, pois logo seria testemunha do olhar severo da proprietária que, em silêncio, perguntaria o que diabos você estava fazendo ali. O nome dela é Josefa Félix de Araújo, como descobri recentemente. Zefinha – assim mesmo, sem “dona”, “senhora” ou “tia” – era uma mulher idosa de idade incerta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último dia 24 de dezembro, em 2010, ela soprou não sei quantas velinhas. Na época, não me preocupei com a quantidade, mas sempre confiei que seriam muitas. O registro de nascimento já se perdeu, mas a identidade sobrevive e garante menos de 80 anos. A família de coração rebate e conclui: “Zefa tinha uns 86 anos. Não é menos que isso”, palavras da doutora Vera Lúcia, dona da casa que a própria Josefa escolheu para viver. “Daqui eu só saio pra morrer”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei na vida dela há pouco mais de um ano. Nos comunicamos bastante. Na maioria das vezes, ela falava mais – porque dificilmente eu compreendia o que ela dizia e porque, dizem, não sou de muitas palavras. Mas ria sozinha, divertindo-se com programas na televisão, e parecia bastar. Fui e voltei muitas vezes, entre viagens e saídas, e quase sempre a encontrei em seu lugar preferido, com as pernas para cima e o fiel escudeiro, Huck, nos pés. Por sinal, a criatura pequena mais brava que eu conheço, um poodle branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias iam e vinham e Zefinha cochilava, alheia ao intenso movimento ao redor de sua vida. Ao acordar, um susto agoniado, aperriado. A janela aberta. Antes de deitar, essa era sua maior preocupação. Ao acordar, o café, o mamão, o suco, o padre no rádio. E a TV, mais uma vez. Sempre foi muito confortável tê-la ali. Olhar para ela inspirava um misto de ternura, carinho, amor e paz. Olhando fotos, desejei inúmeras vezes poder conhecê-la desde sempre. Assim eu saberia exatamente o que seus olhos estavam dizendo nas últimas vezes que a vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que sei da vida dela é muito pouco. Sei o quanto foi amada, querida, importante e essencial. Felipe, meu namorado, não se cansa de contar histórias e, com elas, aprendi mais do que jamais imaginei que aprenderia. Cuidados simples, como um suco de beterraba reforçado durante incontáveis manhãs, até a preocupação em conhecer minha mãe. Antes de eu ir embora, ela sempre perguntava. “E sua mãe, minha filha, como está? Quando ela vem aqui?”. A resposta era sempre igual, com a despreocupação típica dos jovens. “Ela tá bem, Zefa. Vou trazer ela aqui pra te conhecer”. Nunca levei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim das minhas férias, em janeiro, ela me olhou, apoiada na mesa da sala, e perguntou. “Você vai vir morar aqui com a gente?”. Sem graça, falei que não e perguntei se ela me queria morando com ela. “Faz tantos dias que você tá por aqui, pensei que ia ficar”, ela respondeu, com um sorriso gostoso no rosto. Tive vontade de abraçá-la e agradecer. Na hora, não sabia bem pelo quê. É a última lembrança dela que faço questão de ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei a escrever esse texto há três meses. Depois da virada do ano, ela adoeceu. Ninguém sabia o que era e, tal qual justificativa de médico que não sabe bem o que o paciente tem, concluiu-se ser uma virose. Comecei a sentir falta da soneca no sofá. Ela já estava preferindo a cama. Comecei a sentir que a presença dela era um sopro de vento. E fui ficando preocupada porque, acima de qualquer coisa, eu tinha medo. Quem nunca enfrentou a morte, acha que ela não vai chegar. Quem nunca enfrentou uma doença, quer desesperadamente fazer alguma coisa, mas não sabe o quê. Falo por mim, apenas. Eu, que nunca tive alguém como ela, que faz parte da família há tantas gerações, que foi babá da minha avó, do meu pai, dos meus filhos – que nem tenho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diagnóstico de Zefinha foi concluído. Os médicos disseram que ela tinha um tumor no cérebro. Demorei a associar o nome ao fato. Enxuguei as lágrimas de quem a ama e engoli as minhas, na tentativa de parecer forte. Durante algum tempo, pensei. “Não deve doer muito, o câncer atinge o cérebro e, de repente, a gente não sente mais nada. Nem dor. Nem vida”. E continuei pensando e &lt;i&gt;despensando&lt;/i&gt; em todas essas bobagens, até não sei quando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A doença foi avançando, aos poucos. Procedimentos, cirurgias, medicações e transferências de áreas foram intensas nos últimos meses. Até que ela foi transferida para a ala de cuidados paliativos que, para quem, como eu, não sabia, pode ser chamada de ala para pacientes terminais. Como Felipe diz, “É um local para pacientes que estão esperando a hora da morte chegar”. Não tem um dia que ele não me explique alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a última vez que a vi, enquanto viva, não parei de pensar nela sem que meu coração ficasse apertado e minha respiração ofegante, irritada por conter a emoção sozinha. Nunca me senti tão fragilizada diante de alguém. Do tipo que a gente olha, percebe que tá tudo errado, que a gente queria que fosse tudo diferente, mas não é. Do tipo que dói não se sabe aonde, que pede uma iniciativa não sei de quê, que clama por palavras doces que ecoam na mente e não saem da boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 1º de abril de 2011, ela nos deixou. Fechou os olhos para essa vida de dedicação e amor intensos e abriu o coração para algo maior. O maior tesouro da vida é o bem que se pratica. Se Zefinha fosse Papai Noel, ela carregaria nas costas um saco de presentes enorme, cada um recheadinho de coisas boas, risadas, zelo e muito amor. Meu maior desejo é de que ela esteja bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, se pudesse, agradeceria pelos sorrisos com que ela sempre me recebeu. Por ter ajudado a deixar prontinho, pra mim, aquele que me faz o maior bem que alguém, sozinho, pode fazer a outra pessoa. O tal do Luiz Felipe. Por todas as palavras que nunca falei, Zefinha, me perdoe. As palavras que fluem no teclado, engasgam na garganta e me impedem de falar e chorar sua ausência, desde o dia em que você não mais adormecia no sofá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8639537859116957365?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8639537859116957365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8639537859116957365' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8639537859116957365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8639537859116957365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/04/bem-maior.html' title='Bem maior'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Lal2GVd5U90/TZvrP2S2EVI/AAAAAAAAA6A/nUcc6YzWqP8/s72-c/Zefa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6729292354769014964</id><published>2011-02-11T18:36:00.000-03:00</published><updated>2011-02-14T19:24:38.528-03:00</updated><title type='text'>Peito.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O que nos faz diferentes?&lt;br /&gt;Ser gente.&lt;br /&gt;Mas toda a gente é diferente&lt;br /&gt;só pelo fato de ser gente?&lt;br /&gt;Depende…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós tem medos, desejos,&lt;br /&gt;cada um de nós tem anseios, sonhos…&lt;br /&gt;por vezes medonhos, ou até tristonhos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subi no ônibus às nove e tantas da manhã. Acordar cedo não é meu forte, mas nada que a necessidade não dê conta. Como sempre, sentei na cadeira baixa, atrás da mais alta e, na tentativa de aproveitar o tempo, comecei a ler as crônicas reclamonas de Tati Bernardi. Entre as paradas e partidas, ela subiu. Ela, a quem me refiro, não tem nome (pra mim). Sua presença era forte e a voz, enérgica. Me cutucou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Vai pra onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai pra onde, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra casa. - Menti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela me atacou.&lt;br /&gt;Não preciso dizer o que ela tentou alcançar, parece óbvio. Constrangida, levantei. Os passageiros devem ter me olhado, pensando sabe Deus o quê – que não me importa. Eu, já sentada em outro lugar, fiquei alheia.&lt;br /&gt;Será que fiz certo?&lt;br /&gt;Mas o que seria o certo? Quando me levantei, ela não falou, mas, sinceramente, acho que me importei mais com isso do que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a pensar em como seria viver assim, sem noção do que é convencional, com a ingenuidade escondida pelo tamanho e corpo de mulher. Como deveria ser essa coisa de especial. “Ah, ela é especial”, com um sorriso no rosto, um olhar terno, amoroso e meio desesperado. Não é assim que elas fazem? As mães de filhos com problemas mentais. Pensei, então, como seria ser mãe de alguém assim, que é criança pra sempre, esteja com 5 ou 50 anos de idade, que fala alto, sorri e pega no peito de estranhas como se isso fosse normal. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me culpei o caminho inteiro por pensar coisas assim. Por assistir programas na televisão que contam casos de superação e amor pelo diferente, chorar de emoção e não saber o que fazer quando acontece comigo. Por querer ser mãe e não excluir, jamais, a possibilidade de ser como elas. E, quando eu já ia me acalmando, ele surge. Em pé, do meu lado, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Releve viu? Ela tem problema mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio sem graça e a resposta que dou soa como justificativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é por nada, eu só não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sabia. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os versos do início foram tirados &lt;a href="http://blog.cancaonova.com/fotosquefalam/?p=15151"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6729292354769014964?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6729292354769014964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6729292354769014964' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6729292354769014964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6729292354769014964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/02/peito.html' title='Peito.'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4478425957221831103</id><published>2011-01-06T16:13:00.000-03:00</published><updated>2011-01-06T16:35:20.137-03:00</updated><title type='text'>Adaptação à uma nova realidade *</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IjFD3Q4XtO8/TSYYDfuc1eI/AAAAAAAAA4g/IfD3FiQ71pY/s1600/VEICULOS6_1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 306px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IjFD3Q4XtO8/TSYYDfuc1eI/AAAAAAAAA4g/IfD3FiQ71pY/s320/VEICULOS6_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559157238370457058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Juliana Santos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Coisa boa é acordar todo dia, abrir os olhos, sentar na cama, pisar no chão e levantar. Os passos dados a partir desse momento passam despercebidos, como se fossem involuntários. Imagine, então, como é ter 54 anos e protagonizar essa rotina durante 39 deles até que, inesperadamente, as pernas se vão. O dono da história é José de Oliveira Alves, o “Pitelo”, taxista, cadeirante e as duas coisas, ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na juventude, quando chegou o dia de decidir qual profissão seguir, José Alves não teve dúvida: taxista. Dirigir é a grande paixão da vida do hoje senhor de cabelos grisalhos que comanda um Meriva pelas ruas de Campina Grande. O veículo foi cuidadosamente adaptado para possibilitar a condução adequada ao motorista especial. “Fiz a primeira adaptação em um carro meu no ano de 2001. Custou, na época, R$600 e foi feita em Recife, pois aqui não existe empresa especializada nesse tipo de serviço”, afirma. Desde então, trocou de carro duas vezes e não mais precisou viajar para garantir adaptação dos pedais às suas limitações. “Meu irmão aprendeu a instalar e faz isso para mim. Funciona perfeitamente”, garante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas nem sempre foi assim. Nasceu com as duas pernas saudáveis, responsáveis pela experiência de andar, correr e, tão bom quanto, pisar fundo ao dirigir. A perda foi lenta e dolorosa, como as doenças costumam ser. O diagnóstico apontou problemas na circulação do sangue naquela região, processo responsável por transformar um simples arranhão no tornozelo na amputação de parte da perna direita, do joelho para baixo. O fato ocorreu em 1995 e, não resolvendo o problema, atormentou José por mais um tempo, até que, no ano seguinte, amputou a perna inteira. E já que brincar com gente é hobby favorito do destino, dois anos depois a cena se repete. Dessa vez, na perna esquerda, que também precisou ser inutilizada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para se reerguer, é preciso muita força de vontade. “Entrei num estado profundo de depressão e revolta. Sofri perdas, na época, irremediáveis, que, com o tempo, aprendi a compreender. Viajei e vi o mundo, gente em condições muito mais complicadas que a minha. Eles estavam vivendo. Então eu pensei que se eles estavam lá, eu também podia. E resolvi: vou voltar a trabalhar”, conta ele, emocionado. Apoiou-se na grande paixão de sua vida, a direção, e voltou à ativa como taxista. “Trabalhar é minha terapia. Se eu não pudesse estar aqui, já tinha enlouquecido”, diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Entenda a adaptação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No espaço entre o banco e os pedais, uma compacta cadeira de rodas, que serve para José entrar e sair do veículo, fica desmontada e estrategicamente posicionada. Junto dela, toda uma estrutura compõe o sistema que vai permitir a aceleração, frenagem e uso da embreagem. São duas alavancas confeccionadas em aço inoxidável, uma à direita do volante e outra à esquerda. A primeira, quando flexionada para cima, acelera e, quando para baixo, freia. Já a segunda é responsável pela embreagem. Não tem mistério. Sempre que uma das alavancas é acionada, com a mão, o movimento reflete no pedal. É uma espécie de atalho para que a aparelhagem funcione como as pernas funcionariam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 1.26cm; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Publicado no caderno Vrum do Diário da Borborema em 06/11/2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4478425957221831103?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4478425957221831103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4478425957221831103' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4478425957221831103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4478425957221831103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/01/adaptacao-uma-nova-realidade.html' title='Adaptação à uma nova realidade *'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IjFD3Q4XtO8/TSYYDfuc1eI/AAAAAAAAA4g/IfD3FiQ71pY/s72-c/VEICULOS6_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6167430547229730787</id><published>2011-01-02T00:43:00.000-03:00</published><updated>2011-01-02T01:16:10.945-03:00</updated><title type='text'>sem título</title><content type='html'>Sentir-se ofendido é relativo. A ofensa vem de lugares improváveis, ou não. De rostos possíveis e palavras simples. Nós já havíamos nos encontrado algumas vezes. Tantas que não consigo contar. O garoto mais parece um menino, pois tem rosto liso, daqueles que, mesmo com a lâmina aposentada, só exibe pelos falhos nas bochechas brancas. O cabelo é de homem mesmo, assim, cortadinho por sete reais em qualquer barbearia perto de casa. Os pés são gordos. E pequenos. Como ele, de cima a baixo (ou vice-versa, começa e termina sempre rápido demais). O sorriso, sapeca, tem esperança de se tornar sensual. Me pergunto, pra quem? Quando abre a boca, a plateia acompanha e não é difícil concluir o que penso sobre ele. O olhar parece perdido. Mas, ao meu  ver, é exatamente o que todos são. A ideia de se encontrar também é relativa e, no meu caminho, os passos curtos que o pertencem não são bem vindos. Ele me olhou e disse: "Quem mandou sentar numa mesa que só tem homem?". O que nunca foi problema, tornou-se, então. Levantei e saí, sem olhar pra trás, com a promessa de não mais dividir qualquer simpatia que eu ainda tivesse. Hoje ou amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6167430547229730787?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6167430547229730787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6167430547229730787' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6167430547229730787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6167430547229730787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2011/01/sem-titulo.html' title='sem título'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5635510048540790571</id><published>2010-12-29T18:56:00.000-03:00</published><updated>2010-12-30T12:17:07.365-03:00</updated><title type='text'>Direção na vida</title><content type='html'>Sentei ao seu lado porque assim devia ser. Cruzei as pernas para apoiar o bloco de notas, que de tantas notas, tornou-se texto. Comecei o interrogatório e meus dedos brigavam com os olhos pela atenção e a necessidade. Decidi pela primeira e, por mais que as informações tenham passado despercebidas pela ponta do lápis, nada me escapou ao olhar, enternecido, orgulhoso e forte o suficiente para conter a vontade de estender as mãos e alisar aquele rosto enrugado, enxugar-lhe as lágrimas e dizer: "Vai ficar tudo bem". Não precisava. Ele, ali, era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome é José de Oliveira Alves, mas adotou o apelido de Pitelo. O taxista "Seu" José, como escolhi chamá-lo, é uma pessoa normal. Exceto por uma coisa. Ou duas. Não tem as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que pensei logo que o vi, não foi um caminhão que passou por cima do carro que dirigia e o deixou preso nas ferragens para invalidar os membros inferiores para sempre. Não. Foi um acidente, sim, mas diferente dos habituais. É daqueles que a gente olha e chega à óbvia conclusão: era pra ser. A doença arrancou-lhe os mais de um 1,90m que tinha. Levou embora a felicidade dos dias, a esperança na vida e o grande amor. Deixou as lágrimas de vestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viajei pra Recife com meu irmão. Ele saía rodando a cidade pra me mostrar as pessoas na rua. Vi gente em condições muito mais críticas que a minha e pensei que se eles estavam lá, eu também podia refazer minha vida. Foi assim que eu decidi voltar à minha paixão: a direção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu José tem 54 anos, perdeu as pernas aos 39 e, há 15 anos, circula pelas ruas de Campina Grande diariamente com um sorriso no rosto, levando e trazendo gente de todo lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5635510048540790571?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5635510048540790571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5635510048540790571' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5635510048540790571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5635510048540790571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/12/direcao-na-vida.html' title='Direção na vida'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1132795604647573672</id><published>2010-09-03T07:39:00.000-03:00</published><updated>2010-09-03T07:40:29.860-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Sempre vivi&lt;br /&gt;Alheia&lt;br /&gt;Por opção.&lt;br /&gt;Opção que não fiz&lt;br /&gt;Consciente&lt;br /&gt;Só&lt;br /&gt;Me vi&lt;br /&gt;De repente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1132795604647573672?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1132795604647573672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1132795604647573672' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1132795604647573672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1132795604647573672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='.'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4509426052739452020</id><published>2010-08-09T01:08:00.000-03:00</published><updated>2010-08-09T02:16:38.163-03:00</updated><title type='text'>Só</title><content type='html'>&lt;div&gt;A vi adormecer mergulhada em promessas tantas noites. Senti seus passos automáticos. Como se fossem meus. E os olhos passeavam pela rua, desesperados. Tal qual garota tímida, tinha dúvidas constantes sobre o que fazer com as mãos. Até os pensamentos gaguejavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ansiava a solidão. Soluçava diante dela. Lágrimas sinceras, pesadas, quentes. Cerrava o olhar e os punhos. "Não te quero aqui".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então se desfez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4509426052739452020?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4509426052739452020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4509426052739452020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4509426052739452020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4509426052739452020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/08/so.html' title='Só'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4771341099812730522</id><published>2010-06-15T18:52:00.000-03:00</published><updated>2010-06-21T02:09:58.735-03:00</updated><title type='text'>Cara</title><content type='html'>O que me incomoda não é me sentir rejeitada, embora me doa bastante essa sensação de muito mais que "asas cortadas". É que respiro liberdade e qualquer aventura me atrai. Recheio todas elas com adrenalinas indescritíveis e riscos descartáveis. Quase tudo me parece possível.&lt;div&gt;O que me incomoda é ser sempre um dos lados. E as decisões tomadas nessa escolha me cobrem de frustração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada como sair por aí de barriga roendo, formigando, remoendo uma ventania fria pra sentir que ainda não aprendi a lidar com escolhas que não me incluem quando eu quero tanto, tanto!, estar lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4771341099812730522?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4771341099812730522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4771341099812730522' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4771341099812730522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4771341099812730522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/06/cara.html' title='Cara'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1551048523146629302</id><published>2010-04-22T15:43:00.000-03:00</published><updated>2010-04-22T17:35:32.976-03:00</updated><title type='text'>Pombo Correio</title><content type='html'>Ele me alertou. Fiz que não me importava. Escondi com gestos as mãos trêmulas que antecediam nosso encontro. Avistei seus passos infantis de longe. Não era o que eu esperava. O pecado da imaginação é engrandecer coisas que ainda não chegaram onde queriam chegar. Ela faz caretas estranhas e sorri torto. Em meio às suas piruetas, percebi olhares furtivos e desculpas de aproximação. Até agradeço, assim pude olhá-la de perto e comprovar os exageros que minha imaginação lhe conferiu graças às configurações de privacidade. Eu poderia tocar, se quisesse, o esforço que era feito para parecer natural o que foi calculadamente forçado. Oscilei entre sentimentos de estar sendo analisada, observada e criticada, com a palpável curiosidade brilhando dos olhos que, apertados, tentaram não transparecer o evidente incômodo de estar ali. Desde então, leio frases soltas, poemas construídos sob o que agora faz parte de mim. São linhas suaves que excedem a dor que a ela invade. Vejo seus traços como gritos de 'olhem para mim'. E me pergunto, até quando? Não por mim, o que me atinge, não me fere. Diante da fúria típica das mulheres, dor de amor explícita é a que tem maior alcance. Gritar dor é reclamar atenção, requerer pena, chorar para que volte. Não volta. Dê meia volta e retire-se, num gesto de amor-próprio que deve viver apesar de.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Plagiando &lt;a href="http://www.tatibernardi.com.br/"&gt;Tati Bernardi&lt;/a&gt;, não sinta saudades desse tal amor, ele nunca existiu, nem sabes que cara ele teria, nem que cheiro ele teria. "Não existiu morte para o que nunca nasceu..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1551048523146629302?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1551048523146629302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1551048523146629302' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1551048523146629302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1551048523146629302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/04/pombo-correio.html' title='Pombo Correio'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2269981157092900626</id><published>2010-03-10T00:05:00.000-03:00</published><updated>2010-03-10T00:51:25.059-03:00</updated><title type='text'>Desculpa</title><content type='html'>Seu timbre sussurrava em meus ouvidos o ritmo despreocupado com que me acostumei a levar as coisas. Cada pausa, um massacre. Cada espera, uma esperança. Ele me deixa tudo claro demais, mas esconde nos pretéritos a realidade de um presente incrédulo. Deixei passar o clima de despedida em nome dos sonhos que não quero deixar de ter. Um dia eles vão me deixar e eu sinto que será somente quando eu quiser. Por enquanto, não quero. Pode doer, quero sofrer. Quero chorar e morrer de amor como castigo pelas vezes que matei.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois revivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2269981157092900626?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2269981157092900626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2269981157092900626' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2269981157092900626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2269981157092900626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/03/desculpa.html' title='Desculpa'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6585212008221862771</id><published>2010-03-04T14:51:00.000-03:00</published><updated>2010-03-08T00:09:21.913-03:00</updated><title type='text'>Luz</title><content type='html'>É oficial. Meti os pés pelas mãos. Procurei no meu reflexo algum sinal além do óbvio. Não importam os pingos manchados no espelho, não há relevância na luz que ofusca minha imagem refletida. O que não se esconde é o olhar, perdido, que não sabe pra onde olha ou o que encara. São órbitas desgovernadas, seladas com o tempo, presas na escuridão que lhe confortam os sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6585212008221862771?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6585212008221862771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6585212008221862771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6585212008221862771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6585212008221862771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/03/luz.html' title='Luz'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1071434920755368988</id><published>2010-02-13T14:52:00.000-03:00</published><updated>2010-02-17T18:48:09.493-03:00</updated><title type='text'>Segredo</title><content type='html'>Parei de frente a ela e não me contive. Olhei em seus olhos durante um tempo impreciso. Não sei quantos segundos passaram enquanto mergulhei nas órbitas castanhas que em minha frente se encontravam arregaladas. Pareciam assustadas, medrosas talvez. Desviei o olhar quando as percebi marejadas. Pisquei, perdida, pra ter certeza do que via. Respirei fundo e pensei que chorar naquele instante seria um completo desastre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1071434920755368988?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1071434920755368988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1071434920755368988' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1071434920755368988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1071434920755368988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/02/segredo.html' title='Segredo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1800077882795368833</id><published>2010-02-05T00:36:00.000-03:00</published><updated>2010-02-05T03:18:28.014-03:00</updated><title type='text'>Maestrando</title><content type='html'>A água escorria no meu corpo com a rapidez que lhes convinha. As gotas deslizavam sob meu ombro e se perdiam de vista. Meus olhos fechados só conseguiam sentir a força dos arrepios que a ducha forte causava em minhas costas. O caminho que a água percorria tem distância proporcional à minha cabeça. Estive longe. Ainda estou. Me permito imaginar cômodos pequenos preenchidos por uma liberdade que grita aconchego. Deixo que meu estômago despenque com a possibilidade de estar longe daqui. Por que tenho que ser assim tão livre? O vento nos cabelos leva embora a prisão presente e me preenche com as expectativas do futuro incerto. Quero ver como é. Saber como é. Quero ser diferente, quero testá-lo. Olhos cerrados de nada me bastam e a nada me adiantam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1800077882795368833?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1800077882795368833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1800077882795368833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1800077882795368833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1800077882795368833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/02/maestrando.html' title='Maestrando'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1362021712745820212</id><published>2010-01-31T14:50:00.000-03:00</published><updated>2010-01-31T15:58:52.800-03:00</updated><title type='text'>Amigável</title><content type='html'>Tem coisas que não sinto falta porque esqueço como é. Como antigos amigos que por um motivo qualquer saíram da minha vida. Me pego completamente esquecida do quão importante eles foram um dia. E reencontrá-los nas esquinas dos dias serve apenas pra confortar a consciência, garantindo a existência de pessoas legais nas páginas do meu livro.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As vezes eu decido que vou procurá-los e quando nos encontrarmos novamente, tudo será como antes. Mas nunca é assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns deles continuam os mesmos, mas eu mudei. Alguns mudaram, mas eu não. E parece rotina dizer que é difícil, que não dá. Demoramos mais tempo tentando encontrar dia e hora livre comum a todos do que juntos na dita ocasião.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o mau dos amigos 'antigos' é pautar seus encontros com histórias antigas, memórias fixas e lembranças comuns. A vida atual é sempre desinteressante. Prova é que não se presta atenção ao que importa agora, não tem graça, não se explora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não posso esquecer os amigos virtuais. Os que nunca conheci e os que não conheço, mas são conhecidos de conhecidos meus - afinal, não é assim que se conhecem pessoas? Com alguns passei mais tempo do que passei comigo, falei mais de mim do que falei pra qualquer amigo real. A segurança do virtual permite confidências e esconde imperfeições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O prazer do reencontro continua sendo marcante. Seja pra testar a força dos laços que nos unem, seja pra provar que permaneceremos atados. Mas, na verdade, dou preferência aos laços mais belos... Aqueles que estão sempre brilhando com a cumplicidade e lealdade ressaltadas num simples sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqueles pés que revelam passos controversos, paralelos, ritmados. Aquele cabelo que não esconde a força marcante de ser quem se é. Aquela fala delicada que tem a força de um gigante. Aquela risada estranha que ecoa no silêncio das linhas do msn.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Receio a solidão porque não gosto de ser sozinha. Tenho amigos presentes, amigos ausentes, amigos que não são mais amigos, amigos que serão sempre amigos, mesmo a quilômetros de distância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amigos que não existem em presença, mas me abraçam na ausência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1362021712745820212?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1362021712745820212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1362021712745820212' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1362021712745820212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1362021712745820212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/01/amigavel.html' title='Amigável'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2321719999384632409</id><published>2010-01-30T19:00:00.000-03:00</published><updated>2010-01-30T19:04:46.115-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A tristeza é mais produtiva?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2321719999384632409?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2321719999384632409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2321719999384632409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2321719999384632409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2321719999384632409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/01/tristeza-e-mais-produtiva.html' title=''/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8654197943065387784</id><published>2010-01-07T23:46:00.000-03:00</published><updated>2010-01-07T23:59:08.485-03:00</updated><title type='text'>Me marcas</title><content type='html'>Gosto de cheiros que ficam. Gosto de tocar minhas roupas e sentir que posso tê-las sempre minhas porque as marquei assim. Gosto do inconfundível abraço que dura pouco e reserva seu espaço pelo simples impregnar de cheiro que deixa no ar. Gosto do balançar de cabelos, que exala chocolate, chiclete ou qualquer substância doce que dê vontade de comer. Gosto de decifrar cheiros perdidos, fragrâncias no ar, que são lembranças do que se foi, como marcas da mente estampando na face as cores dos momentos únicos. E quando fecho os olhos com os braços, sufocante na invenção de um cheiro que caracterize o que sinto, não acho. Não acho meu refúgio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8654197943065387784?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8654197943065387784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8654197943065387784' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8654197943065387784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8654197943065387784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2010/01/me-marcas.html' title='Me marcas'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5643291343332718798</id><published>2009-12-27T15:05:00.000-03:00</published><updated>2009-12-27T15:08:23.178-03:00</updated><title type='text'>Exposta</title><content type='html'>Mais do que nunca, os dias correm. Seu arrastar de horas cessou e começa a fazer parte de um universo paralelo, uma vida distante, um tempo atrás. Mas na contagem dos últimos trezentos e sessenta e cinco dias, pouco me passa despercebido. Foram dias de pequenas e constantes mudanças, num respirar sufocante de questionamentos confortados por uma nova vida. Decretei sagrado acordar todos os domingos as nove da manhã. Me demorei em sonos profundos, cochilos exagerados, noites intermináveis de peso nas pálpebras até entender que essa mania que sempre tive de dormir demais é tão somente uma fuga. Fugi do quanto me pesava o peito transferindo à cabeça a imensa confusão que me atou as mãos e fez questão de caminhar comigo por manhãs longas e noites curtas como um piscar de olhos. Decidi, finalmente, não ser justo não saber fazer feliz quem de tudo fazia por mim. Noites me esmagaram o coração, apertando-o com tanta força que morder os lábios não era suficiente pra estancar a dor. Melhor seria qualquer ataque físico que o vislumbre dos olhos diante de mãos entrelaçadas e cúmplices que gritaram alto a minha liberdade. Meus lábios sofriam. Menti. E então sorri novamente. Abri as cortinas, em seguida, as janelas. Passei um tempo fora e voltei aos meus domingos. Eles são a minha força, a minha fé. Senti o peso de passos lentos e esperançosos, que caminharam receosos como se estivessem sendo guiados pela escuridão, traiçoeira, prestes a derrubá-los. E quando caí de joelhos no chão, meus olhos se acostumaram à nova iluminação do ambiente. Consegui levantar sem precisar procurar no vácuo algo que me mantivesse em pé. E, além da certeza dos passos firmes que forneço ao chão, ouço novas batidas à porta. Ao abri-la, constato que minha nova vida começa antes do novo ano. Ela chegou e eu nem percebi, tão ocupada estive, prestando atenção às faltas. Enxergo além do óbvio e não há dúvidas do quanto não me falta mais. Dois mil e nove deixa em mim duas mil e nove certezas de que todos os meus erros não foram erros, foram tentativas de acerto - parafraseando o amigo que foi um anjo nas minhas tentativas de reparo. Comecei com os domingos e terminarei com eles. De todas as minhas conquistas, a amizade é a mais preciosa. E seu antônimo não tem lugar por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5643291343332718798?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5643291343332718798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5643291343332718798' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5643291343332718798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5643291343332718798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/12/exposta.html' title='Exposta'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-7926867988769508324</id><published>2009-12-22T22:08:00.000-03:00</published><updated>2009-12-22T22:09:32.216-03:00</updated><title type='text'>Cura e simplesmente</title><content type='html'>Se me perguntarem o que falta, eu digo que sinto. E cato em minhas memórias pedaços que provem que tudo é real. Depois de um tempo, passo a lembrar mais do que foi bom. É um exercício de incentivar o lado positivo das coisas, ao mesmo tempo que um desafio, de enxergar no vazio o que um dia foi concreto. Não há dentro de mim entranha que não doa, músculo que não contraia, lágrima que não seja contida. Meu coração tem feridas cicatrizadas pela metade e sempre que as sinto arder, espero. Espero pelo tempo que passa, com a eterna promessa de cura, suspirando baixinho em meus ouvidos, hipóteses que eu não quero ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/Leminski/status/6947427206"&gt;@Leminski&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#663333;"&gt;A quem me queima / e, queimando, reina, / valha esta teima. / Um dia, melhor me queira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-7926867988769508324?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/7926867988769508324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=7926867988769508324' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7926867988769508324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7926867988769508324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/12/cura-e-simplesmente_22.html' title='Cura e simplesmente'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6679977094055759974</id><published>2009-12-10T23:08:00.000-03:00</published><updated>2009-12-10T23:41:15.061-03:00</updated><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Ele desviou o olhar, encarando o nada, e gaguejou: "Por que você não escreve mais?". O silêncio que se seguiu até a resposta dela foi como a confirmação de suas suspeitas. Ele queria mais. Queria ler nas linhas dela o que ela vê. Queria saber o que ela sente, quem ela é, como ela o quer. E ela diz, "Você não tem nada com isso.", e não tem. O tempo gritou em seus ouvidos, como movimentos bruscos e violentos que envolvem os amantes em noites de lua cheia. A chama se apagou como num fósforo aceso em beira de praia e reacendeu como papéis picados chamuscados de líquido inflamável. Quando se olham, luzes se acendem. Quando se tocam, não há frio que permaneça, não há incerteza que dure.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6679977094055759974?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6679977094055759974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6679977094055759974' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6679977094055759974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6679977094055759974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/12/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-57538160107516394</id><published>2009-11-01T23:55:00.001-03:00</published><updated>2009-11-01T23:55:24.882-03:00</updated><title type='text'>Desgosto</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;Desgosto a gente sente correndo nas veias. Desgosto se espalha entre os dedos, sobe as pernas, embrulha o estômago, entope a garganta e lacrimeja os olhos. Desgosto esfria o lado quente da cama, cerra punhos e vistas. Toma conta do todo que havia sido preenchido, esvaziando o peito e enchendo a cabeça.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-57538160107516394?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/57538160107516394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=57538160107516394' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/57538160107516394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/57538160107516394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/11/desgosto.html' title='Desgosto'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3142454643416027487</id><published>2009-10-17T16:56:00.000-03:00</published><updated>2009-10-17T17:46:35.934-03:00</updated><title type='text'>Geléia</title><content type='html'>Cheguei, silenciosa, enquanto a vi de costas pra mim. Não pude deixar de notar sua presença: estive ansiosa para encontrá-la. Despreocupada, ela se recostava com fácil concentração. Vestia roupas brancas, meias brancas e tinha o nariz vermelho na ponta. Eu quis não sorrir quando me olhou, mas ela vence meus surtos de seriedade. Preciso controlar a transparência que me estampa as feições quando nos encaramos. E como me ameaçam aqueles olhos... Penetram em mim, com a força intimidante dos sábios. Meu coração sente arrepios gelados e me aperto com força: exercício típico, de excelentes práticas, na contenção de lágrimas que gritam por liberdade em horas erradas. E, de seus lábios, verdades me perfuram. Quero abraçá-la e quero que ela me diga por que me sinto assim. Quero dizer que a amo e que não entendo toda essa confusão. Quero que ela saiba que me rasga a garganta a falta que ela me faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3142454643416027487?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3142454643416027487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3142454643416027487' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3142454643416027487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3142454643416027487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/10/geleia.html' title='Geléia'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-742921004100950251</id><published>2009-10-15T13:13:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T13:24:55.761-03:00</updated><title type='text'>Vazia</title><content type='html'>Sinto falta da alegria, do sorrir espontâneo, do despreocupar típico dos enamorados. Entre meus passos circulam rajadas de vento fracas e sinceras. Discretas como nunca, são pontadas na nuca que se espalham pelo estômago, doendo no peito a incerteza do não dito. Não me olho mais de frente. Faz tempo. O silêncio torna-se meu companheiro constante. Coisa de quem não quer falar, não quer sorrir, não quer se mostrar. Por que calo? Talvez pela teimosia de ser quem sou, pela insistência de não abrir mão do que represento pra mim. Eu gosto. E gosto da segurança, do conforto, do afago, do calor. Mas me falta. É como banho sem perfume, comida sem tempero, leite sem chocolate. Enche, mas não satisfaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-742921004100950251?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/742921004100950251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=742921004100950251' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/742921004100950251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/742921004100950251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/10/vazia.html' title='Vazia'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1267496485856750780</id><published>2009-09-29T23:53:00.000-03:00</published><updated>2009-09-29T23:55:46.308-03:00</updated><title type='text'>...? ...!</title><content type='html'>Dediquei horas do meu dia pra pensar nele. Todos os passos foram comedidos, milimetricamente roteirizados, em nome de uma causa maior. Mas é tudo um mistério. Não sei o que busco, nem sei o que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1267496485856750780?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1267496485856750780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1267496485856750780' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1267496485856750780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1267496485856750780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title='...? ...!'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4355585732938754299</id><published>2009-09-16T00:55:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T00:08:44.912-03:00</updated><title type='text'>Misteriosa mente</title><content type='html'>Entre a escuridão, um filete de luz. Entre eles, um pouco de cada um. Ele aproveita cada resquício de claridade para olhá-la. Quer descobrir o que ela esconde, o que foge de suas mãos, o que fez residência em sua imaginação. Ela cobre-se, tímida, com mãos pequenas e gestos sutis. Não quer se mostrar, ao mesmo tempo que grita com os olhos o quanto deseja que ele a descubra. Entre o silêncio palpável que os rodeia, ouve-se apenas sons de passos e respirações. E ela continua estagnada em dúvidas sem sentido, inseguranças tão relevantes... Os olhos atentos que a observam não revelam o que pensam, aliam-se, simples e calmamente, às mãos quentes que a afagam os cabelos. Ela espera por mais. Ele espera por ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4355585732938754299?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4355585732938754299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4355585732938754299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4355585732938754299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4355585732938754299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/09/misteriosa-mente.html' title='Misteriosa mente'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6820733094554465982</id><published>2009-09-01T01:41:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T01:42:55.868-03:00</updated><title type='text'>Sobreaviso</title><content type='html'>(...) E se não for? Porque de nós dois, os pés fincados no chão são os dele, não os meus... Os meus estão imersos n'água, por vezes acima do chão, acompanhando meu corpo em constantes voos que faço quando não consigo adivinhar meu propósito por aqui. Quero saber qual a melhor forma de abrir os olhos: com a frieza dos que viveram no mundo ou com a esperança dos que vivem de sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6820733094554465982?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6820733094554465982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6820733094554465982' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6820733094554465982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6820733094554465982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/08/sobreaviso.html' title='Sobreaviso'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2873076351381418741</id><published>2009-08-11T23:56:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T00:57:22.368-03:00</updated><title type='text'>Refletindo</title><content type='html'>Ela se despiu, como de costume. Preocupada com olhares alheios, fechou a porta. Seu reflexo solitário não lhe escondia feições delicadas, curvas atraentes, postura desajeitada, mãos tímidas... Mas evitou encarar-se nos olhos. Eles falavam muito alto e ela não queria enfrentar aquele ar de soco no estômago típico dos que te jogam a verdade na face com sussurros que rasgam. Mas não pode ignorar as bochechas salientes comportando-se como montes que separam pequenos riachos, ao senti-las quentes de febre e molhadas de água da chuva que caía desgovernada de suas órbitas. Eram reações, óbvias, vindas do meio do peito e fortes o bastante pra dar um nó no ar que a sustenta em pé. Palavras engasgadas já foram engolidas e imagens lhe rondam o escuro da mente, acusando-a, constantemente, de coisas que ela não consegue decifrar. Pergunta-se, então, do que adianta? Sem fala, frustra a ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2873076351381418741?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2873076351381418741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2873076351381418741' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2873076351381418741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2873076351381418741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/08/refletindo.html' title='Refletindo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3218727340608584439</id><published>2009-08-10T23:19:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T23:26:02.816-03:00</updated><title type='text'>Irresponsabilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"(...) não haverá maturidade vivencial sem que o indivíduo se conscientize plenamente de seu livre-arbítrio e de que tudo o que sofre, goza, percebe e experimenta nada mais é do que o reflexo de si mesmo."&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As dores da alma&lt;/span&gt;, de Francisco do Espírito Santo Neto (pelo Espírito &lt;span&gt;Hammed&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3218727340608584439?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3218727340608584439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3218727340608584439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3218727340608584439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3218727340608584439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/08/irresponsabilidade.html' title='Irresponsabilidade'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6637572723047404552</id><published>2009-08-05T23:59:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T23:59:47.168-03:00</updated><title type='text'>Lá</title><content type='html'>Os pingos de chuva formam um ritmo musical junto com minha respiração. O silêncio é escuro, sombrio e seguro. Me concentro no cinza estrelado revelado pelas minhas pálpebras, buscando ruídos que comprovassem a existência de alguém ali. Mas eu não consegui ouvir o mar. Ou o coachar dos sapos. Tudo o que captei foi o cantar dos grilos, que, mais uma vez, me soaram como estrelas brilhando a cada tilintar de seu som característico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6637572723047404552?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6637572723047404552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6637572723047404552' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6637572723047404552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6637572723047404552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/08/la_05.html' title='Lá'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1019880811998668532</id><published>2009-08-05T02:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T02:41:00.465-03:00</updated><title type='text'>Luz indo</title><content type='html'>As luzes piscavam, brilhantes, amarelas, coloridas. Tive que esticar o pescoço pra conseguir ver. Uma imensidão de retas e tortas, cores e formas, e silêncio. Meus olhos ameaçavam coçar, mas recusei-me a encostar neles. Não era o momento. E então fiquei sem graça de estar ali, distante da janela, me esticando inteira pra olhar luzes no chão. Decifrei minha expressão num reflexo mental e constatei: estava parecendo uma criança deslumbrada. E sempre que meus olhos se atreviam a piscar, podia sentir meu meio sorriso se revelando, como se um buquê desabrochasse à minha frente, gritando, insistentemente, que há um mundo enorme lá fora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1019880811998668532?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1019880811998668532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1019880811998668532' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1019880811998668532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1019880811998668532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/08/luz-indo.html' title='Luz indo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4505881203468208912</id><published>2009-07-25T02:33:00.000-03:00</published><updated>2009-07-25T02:36:33.629-03:00</updated><title type='text'>Bem aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ele pára o mundo todo, se ajoelha no sofá deixando as mãos no meu colo: “Você não sabe a saudade que eu senti todo esse tempo.” Seus olhos se enchem de lágrimas, a música se torna instrumental, matando qualquer outra palavra, a cidade não respira, o tempo não existe, a solidão é coisa de gente que mora muito longe dali, minha mente aquieta todos os monstros, as mulheres lindas nas capas das revistas são empilhadas descartavelmente e viram nada, a poluição vira oxigênio puro e cor-de-rosa, as dúvidas todas do que fazer pelos próximos mil anos se simplificam porque eu só desejo viver aquele momento, sim, sim, sim, eu quero zerar tudo e amar esse homem agora, como nunca. Por que não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tati Bernardi) // adaptado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4505881203468208912?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4505881203468208912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4505881203468208912' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4505881203468208912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4505881203468208912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/07/bem-aqui.html' title='Bem aqui'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8947019823082265445</id><published>2009-07-16T18:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T19:19:07.154-03:00</updated><title type='text'>Em férias (2)</title><content type='html'>Fiz questão de levantar no meio da noite. Com o tato prejudicado dos desacostumados à escuridão, plantei a ponta dos pés no assoalho e prendi a respiração. Consegui desviar de obstáculos invisíveis sem me chocar contra eles, e saí. Ao fechar a porta às minhas costas, pisei firme no chão. E, subitamente, me veio à memória todas as outras vezes em que estive por aqui. Como quando eu corria entre os corredores e freava antes de chegar à sala do meu avô, com medo daquela voz grave que lhe era peculiar, e que, mesmo rouca e mansa, me arrepiava a espinha. E então eu passava devagar, olhando pra ele com a curiosidade e o medo típicos de uma criança atrevida. Gostava de sentar ao seu lado. Era um sofá verde-lodo, com almofadas improvisadas. E ele ficava na ponta esquerda, encostado na parede. O lugar que eu mais gostava! Sempre ocupado... O controle da tv ficava em cima de sua perna, me convidando para tirá-lo de lá e mudar de canal sem propósito, como sempre fiz. Como quem não sabia de nada, ele conversava comigo. Sobre assuntos que não lembro, alguns eu nunca entendi, mas tudo começava quando ele me olhava com seus óculos grandes e dizia 'Amandoca, deixa eu te contar a história da minha vida'. Nunca contou de verdade... E eu sempre quis saber. Assistimos alguns desenhos, alguns filmes, algumas novelas.&lt;br /&gt;O chão gelado tinha uma brisa cortante que vinha das frestas das portas, me arrepiando de frio, ainda mais. Eu gosto de caminhar por aqui. São passos que não me servem em nenhum outro lugar e que não anseio traçar em nenhum outro chão. Queria continuar a vir e encontrar tudo como sempre foi... Meus avós, minhas tias, os sofás, a mesa de jantar, o lustre de cristais, o chão gelado, o espelho quebrado, as roupas guardadas, o cheiro de café fresco, os doces na geladeira, o carinho da minha avó, a presença do meu avô. Esta, só nas minhas lembranças e no meu coração. Por aqui, não o encontro senão quando passo pelo seu escritório e não me atrevo a entrar, ou quando chego pra tomar café na cozinha e não o vejo me olhar sério e perguntar se sonhei com ele. O tempo vai movendo as coisas (e pessoas) de lugar e não há nada no mundo que permaneça sempre igual. Me assusta pensar quando deixaremos de ser. E a dor que nunca senti diante da perda de alguém, começa a formigar dentro de mim, de mansinho, como se fizesse cócegas torturantes pra me lembrar que estou viva e que essa vida passa... Pra mim, por mim, pra eles, por eles. Agarrada aos meus joelhos, busco respirar um filete de ar quente que não circula por aqui. E, como navalha, o vento que me balança os cabelos e me abastece o corpo grita nos meus ouvidos, me adormecendo a ponta das orelhas e dos dedos. Os olhos, fechados, despedem-se do frio da madrugada e meus pés se voltam ao chão frio, trocando intensos arrepios gelados até meu ninho calar o gelo do silêncio com o calor do sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8947019823082265445?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8947019823082265445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8947019823082265445' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8947019823082265445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8947019823082265445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/07/em-ferias-2.html' title='Em férias (2)'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5774894659243371468</id><published>2009-07-10T01:26:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T01:42:35.122-03:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Meu relógio parou. Os ponteiros tremem, buscando forças pra enfrentar o segundo seguinte. Fico intrigada, não acredito na inércia do tempo. E meus olhos se adaptam à tremedeira, ansiosos e descrentes. De repente, tudo dói. Parece um beliscão, um puxavanco forte na nuca. Fecho os olhos e espero passar... Mas o tempo não passa. Meu relógio parou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5774894659243371468?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5774894659243371468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5774894659243371468' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5774894659243371468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5774894659243371468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/07/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1024993630993130188</id><published>2009-06-24T06:00:00.000-03:00</published><updated>2009-06-24T06:31:39.977-03:00</updated><title type='text'>Fenômeno Natural</title><content type='html'>O céu foi mudando de cor de repente. De azul pra cinza, de cinza pra roxo. Seus tons variavam com a névoa. E a chuva que caía nos meus cabelos tinha gosto de terra. Fiquei vários minutos a observando cair através da luz, constatando sua existência através da agitação das poças d'água à minha frente. E então, parou. A névoa despediu-se discretamente, sem graça, tímida. E foi esfriar orelhas em outro lugar, cedendo seu espaço ao brilho das estrelas e à brisa que arrepia.&lt;br /&gt;Parecia obedecer uma sequência lógica, onde, dentro de mim, sorrisos e lágrimas chocavam-se como nuvens carregadas, confusas com o rumo do vento. Raios caíam, com descargas elétricas que me arrepiavam inteira... Me deixando conscientemente inconsciente da força do vento que soprava nas minhas orelhas.&lt;br /&gt;O tempo passava e não cessava. Continuava violento, devastador, irresistível. Me segurava com força, com braços seguros de si, ao mesmo tempo que mal me deixava sentir seu toque. A brisa tornou-se ventania, desalinhando todos os meus fios de cabelo, embaçando minha vista, derrubando dos meus braços toda a carga de controle que me foi imposta por princípios maiores que eu. Passou, não doeu. E não esqueço, um segundo sequer, da ameaça constante de novos dilúvios dentro de mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1024993630993130188?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1024993630993130188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1024993630993130188' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1024993630993130188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1024993630993130188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/06/fenomeno-natural.html' title='Fenômeno Natural'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-9068080354744929026</id><published>2009-06-16T02:03:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T02:30:02.588-03:00</updated><title type='text'>Se vai</title><content type='html'>Tentei observá-la. A imaginei vestida de preto, com sapatos pequenos e cabelos molhados. Ela procurava um lugar pra sentar e, encolhida, esconder seu rosto. A escuridão talvez lhe fosse pertinente, conveniente. Ah, se pudesse, não seria vista... Mas falhou.&lt;br /&gt;Não tardou, e uma mão a toca no ombro. Muito cuidadosamente, como se não fosse permitido se aproximar dela. Mas lá ela estava. Quente, presente. Não havia sido requisitada, mas permanecia ali, lembrando de que esconder-se não a impediria de chegar onde quisesse. Bastava pensar.&lt;br /&gt;Enquanto pingos lhe molhavam a face, pude sentir o rubor nas bochechas como se fossem as minhas. Pude ver suas mãos nervosas, movimentando-se timidamente, tentando esconder o que os olhos gritavam. E gritavam tão alto que não importava a distância de quem os observava, sua fuga era explícita.&lt;br /&gt;Segurando a mão estendida, um sorriso os iluminou por alguns segundos, seguido de passos lentos que ritmavam sua saída de cena, numa despedida silenciosa, gritante, cortante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-9068080354744929026?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/9068080354744929026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=9068080354744929026' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9068080354744929026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9068080354744929026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/06/se-vai.html' title='Se vai'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3105441264959440671</id><published>2009-06-02T03:15:00.000-03:00</published><updated>2009-06-02T03:24:45.465-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o que não se vê em mim</title><content type='html'>A minha vontade era, mais uma vez, de gritar. Dessa vez, não se fazia necessário escandalizar as coisas, ou torná-las evidentes. Mas já faz tempo que minha cabeça sente peso no ar. Faz tempo que me sinto assim. E não adianta olhar pro lado, ou pra cima, ou continuar fixa nessa idéia absurda com bases em 'E se...' e 'Será?'. Chega! Não, não chega... Talvez seja assim, bem melhor, ficar longe de mim. Esse discurso perfeito me cobra demais, me ilude demais. E só me faz lembrar de como era menos difícil quando eu vivia longe dele, só fazendo suposições...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3105441264959440671?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3105441264959440671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3105441264959440671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3105441264959440671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3105441264959440671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/06/ainda-sobre-o-que-nao-se-ve-em-mim.html' title='Ainda sobre o que não se vê em mim'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3350199498072956002</id><published>2009-05-29T01:05:00.000-03:00</published><updated>2009-05-29T01:08:43.192-03:00</updated><title type='text'>Verdades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até às duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. O gostar não faz sentido. E nem precisa fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho muita inveja dessas pessoas maravilhosas, adultas, evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do condomínio.&lt;br /&gt;A hora de marcar o dentista, com a hora de engolir alguém.&lt;br /&gt;A hora de procurar a palavra "macambúzio" no dicionário, com a hora de se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas.&lt;br /&gt;A hora de ser inteira, e a hora de catar meus pedaços pelo mundo enquanto você dá sinais desmembrados.&lt;br /&gt;Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo, bagunço tudo.&lt;br /&gt;A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo, ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tati Bernardi)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tirei &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 204, 204);" href="http://fotolog.com/mayara_medeiros"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3350199498072956002?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3350199498072956002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3350199498072956002' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3350199498072956002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3350199498072956002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/cansei-de-quem-gosta-como-se-gostar.html' title='Verdades'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1233949626384204832</id><published>2009-05-25T00:11:00.000-03:00</published><updated>2009-05-27T14:01:23.997-03:00</updated><title type='text'>Sobre idéias</title><content type='html'>Tenho idéias recicladas, idéias recicláveis.&lt;br /&gt;Tenho idéias que me acompanham, que me seguem.&lt;br /&gt;Que me vigiam.&lt;br /&gt;Todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1233949626384204832?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1233949626384204832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1233949626384204832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1233949626384204832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1233949626384204832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/sobre-ideias.html' title='Sobre idéias'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8916160907058006188</id><published>2009-05-19T02:21:00.000-03:00</published><updated>2009-05-19T02:23:54.146-03:00</updated><title type='text'>Claridade</title><content type='html'>Eu não vou te convencer&lt;br /&gt;Do que é certo aqui pra mim&lt;br /&gt;Eu não vou mudar você&lt;br /&gt;Deixa o vento lhe mostrar&lt;br /&gt;Ele sabe sobre mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero mais correr&lt;br /&gt;Vou cuidar do meu jardim&lt;br /&gt;Trago flores pra você&lt;br /&gt;Deixo o tempo lhe mostrar&lt;br /&gt;Nossa historia é mesmo assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora, pois a chuva de agora&lt;br /&gt;Vai molhar as suas rosas&lt;br /&gt;E a tristeza vai ter fim&lt;br /&gt;É hora, acabou a tempestade pra chegar&lt;br /&gt;A claridade do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Carolina - Claridade.mp3&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8916160907058006188?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8916160907058006188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8916160907058006188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8916160907058006188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8916160907058006188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/claridade.html' title='Claridade'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2898063735717727035</id><published>2009-05-14T23:18:00.000-03:00</published><updated>2009-05-15T03:36:22.967-03:00</updated><title type='text'>Alheia</title><content type='html'>Para alguém que é relativamente (ao quê?) viciado em computador/internet, ter que ficar sem acesso é, no mínimo, complicado. A verdade é que fico mais tempo do que deveria na frente dessa telinha irritante, embora não saiba o motivo. E confesso, mesmo com coisas a fazer, não saio do FreeCell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses últimos dias me vieram órfãos de contato virtual. Li parte de um livro que caminhava comigo, na bolsa, já há algum tempo. Vantagem. Deixei de ler alguns emails importantes e acabei perdendo uma reunião... Desvantagem.  Assisti um filme água-com-açúcar que inspirou ainda mais essa visão romântica (incansável) tão típica de mim. Vantagem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2898063735717727035?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2898063735717727035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2898063735717727035' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2898063735717727035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2898063735717727035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/alheia.html' title='Alheia'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4933228210084366446</id><published>2009-05-06T22:48:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T23:01:53.512-03:00</updated><title type='text'>Descoberta</title><content type='html'>Não lhe tardou perceber o quanto pensou equivocadamente. Sentada no meio de tanta gente, sua cabeça voava longe, pousando em espaços que não brilhavam pra ela. Na noite anterior, deitou sua cabeça ao travesseiro e pediu, com força e fé, por um sinal. Bastou-lhe apenas abrir os olhos depois de horas de sono pra sentir no peito a dor da perda. E, com uma sinceridade ressentida, caminhou em direção ao destino de um novo dia. De frente a ele, pôde perceber a imensidão do sentimento que abranda seus corações e, se antes tinha alguma dúvida sobre o que os prendia ali, não tinha mais. É certo saber que ainda não está tudo bem, mas há esperança. E há de brotar, lá dentro, tudo o que vinha faltando pra sentir-se tão mais em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4933228210084366446?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4933228210084366446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4933228210084366446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4933228210084366446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4933228210084366446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/descoberta.html' title='Descoberta'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8908326899898126865</id><published>2009-05-05T17:19:00.001-03:00</published><updated>2009-05-06T22:34:28.457-03:00</updated><title type='text'>Caminho</title><content type='html'>Ela saiu de casa em cima da hora. Com passos tranquilos, sua expressão era típica de uma noite longa de sono. Mas os óculos escuros lhe escondiam o brilho dos olhos. Seu meio riso revelava um segredo agradável que, incansavelmente, rondava sua cabeça. Qualquer barulho exterior lhe era indiferente... Os ouvidos captavam somente as batidas musicais que lhe ritmavam o andar. E sua vontade era de cantar com a mão como microfone e dançar desajeitada, com reboladas inventadas e desconcertadas. Jamais imaginou que seus passos lhe renderiam tanto naquele dia. E, mesmo no fim, sua alma clamava por silêncio. Seu desejo é a solidão real, num companheirismo imaginado que se tornou constante e, dali em diante, tinha tudo pra deixar de existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8908326899898126865?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8908326899898126865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8908326899898126865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8908326899898126865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8908326899898126865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/caminho.html' title='Caminho'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2387521534157195186</id><published>2009-05-03T13:47:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T22:37:59.140-03:00</updated><title type='text'>Sobre pensamentos</title><content type='html'>As vezes, a gente pensa tão alto que, nem forçadamente, consegue desviar o rumo do que nossa cabeça é capaz de criar. Já imaginou quantas pessoas conseguiríamos irritar se pudéssemos fazer com que elas nos ouvissem pensar? Ou o quão embaraçados ficaríamos se soubéssemos que o alvo dos nossos devaneios está bem ali, completamente ciente de que o estamos usando para descarregar nossos sentimentos mais secretos? Estive pensando sobre a real utilidade de pensamentos serem propriedades exclusivas nossas, como por exemplo, a continuidade dos relacionamentos que criamos e cultivamos todos os dias. Será que eles sobreviveriam às &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"verdades"&lt;/span&gt; que gritam no silêncio da nossa mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus pensamentos nunca se entendem. Eles não funcionam linearmente, não podem ser chamados de raciocínio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lógico&lt;/span&gt;. Enquanto penso, ouço vozes vindas de todas as direções da minha cabeça. Elas discutem entre si, anulam idéias fervilhantes, impõem regras, simulam situações e me deixam completamente sem ação. Quando menos espero, me rendo aos seus gritos disfarçados de sussurros. Me deixo levar pelas inúmeras interrogações que me perseguem. E adormeço sem qualquer resposta, mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2387521534157195186?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2387521534157195186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2387521534157195186' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2387521534157195186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2387521534157195186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/05/sobre-pensamentos.html' title='Sobre pensamentos'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8361039617342146021</id><published>2009-04-26T20:02:00.000-03:00</published><updated>2009-04-26T20:24:57.317-03:00</updated><title type='text'>Fazendo texto</title><content type='html'>Eu tenho um professor muito ruim de Estágio Supervisionado 2. Não escondo que não gosto dele, pra ninguém. E não gosto porque semestre passado ele não tinha feito exercício ou prova que constasse como avaliação pra 2ª unidade. Sequer tinha dado uma aula que se aproveite. E quando falamos que faltava fazer algo que nos desse a nota, ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Façam um texto!&lt;br /&gt;_ Mas professor, que texto? Sobre o quê?&lt;br /&gt;_ Sobre qualquer coisa! Qualquer texto! Um texto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia que minha perplexidade para com ele se instalou e, hoje, eu declaro publicamente que minha opinião a respeito deste indivíduo é totalmente desfavorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, nesse semestre, ele passou mais um texto. Surpreendente, não? E, mesmo tendo constatado que ele não pode ter lido o meu texto do período anterior (porque a nota de todo mundo foi igual. Coisa linda!), resolvi me empenhar, novamente, no que vai valer minha nota esse semestre. Pelo menos agora ele deu um tema: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Como escrever um bom texto"&lt;/span&gt;. E eu, de improviso, escrevi uma espécie (do que eu chamo) de matéria-de-última-hora. O texto do final é fictício, porém, inspirado em fatos e lembranças da minha adolescência. Quero deixar guardado pra ler daqui a algum tempo, caso meu computador resolva me dar adeus e levar junto com ele todas as minhas "produções".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Como escrever um bom texto?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Há quem diga que escrever é uma tortura. Há quem diga que não sabe escrever, que não consegue se expressar, que não é bom com as palavras. Certo. Tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Mas e se for preciso escrever? Redigir um texto não é um bicho de sete cabeças e nem deve ser encarado dessa forma. Pense que é como ir ao cinema e contar a um amigo a história do filme, ou como foi que você chegou até a sala do filme. É assim, simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;E as regras? Não há regras para um bom texto. Qualquer texto pode ser um bom texto, depende de quem lê! Mas é bom ficar ligado nos pontos que prendem o leitor de qualquer assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Primeiro ponto: escreva direito. É, isso mesmo. Esqueça a linguagem que você aprendeu no MSN (ou no mIRC, se você for do meu tempo!), porque ninguém merece se perder em letras que querem dizer palavras. Por exemplo: “Oi gnt, hj fui p aula e vcs n acreditam no q aconteceu!!! Aqle ator da globo, lindo d morre, tava lahh!!!”. Entendem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Desde sempre ouvimos que pra escrever bem, tem que ler bastante. Desde já antecipo: concordo! Mas, se você é dos preguiçosos, não tem problema. A tecnologia está aqui para ajudá-los, queridos. Então, aproveitem para descobrir como se escreve, pelo menos, de maneira ortograficamente correta, ok?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Segundo ponto: seja linear. Ser linear significa não se perder na ordem das coisas, ou seja, preste atenção pra não misturar a aparição cronológica dos fatos! Claro que isso não impede que seu texto tenha elementos aleatórios, desde que, no fim, todos se conectem e façam sentido. Estamos entendidos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Terceiro ponto: saiba do que você está falando. E isso nos leva, automaticamente ao quarto ponto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Quarto ponto: esteja informado! E quando digo isso não estou querendo dizer que é pra gente sentar na frente do computador e ler todos os portais de notícias nacionais e locais pra ficar por dentro do que está acontecendo. Claro que isso é importante, claro, mas não estritamente necessário. O que realmente interessa é que estejamos, nesse ponto, conscientes do anterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Então, as dicas são curtas, mas relevantes. E pra finalizar e provar que é fácil escrever um texto (breve, ou não), aí embaixo eu desenvolvi um sobre aquela situação do primeiro ponto (lembra?). Espero ter ajudado e, se não ajudei, escrevam!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Acordei super atrasada hoje. Meu despertador até que tocou no horário que a gente combinou na noite anterior, mas sabe como é... Os olhos não se abrem assim tão facilmente. Mesmo assim, deu tudo certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Cheguei na escola atrasada, desci do carro correndo. Tinha esquecido que pra chegar na sala, ainda tinha que encarar três lances de escada. Não importa, comecei a malhar semana passada e já sinto meus músculos fortes. Quando vi meus livros todos no chão e um cheiro estranho de poeira me invadindo foi que me dei conta do cadarço desamarrado e da minha cara estatelada no chão, com as marcas do relevo dos degraus da escada vermelhas na minha bochecha. Calma. Talvez ninguém tenha visto e eu deva ir mais devagar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;E eu tinha razão. Ninguém tinha me visto. Tinha uma multidão, um burburinho que me soou como um baque aos ouvidos. De repente eu e o degrau da escada tínhamos nos encontrado há séculos! Foi quando avistei aqueles olhos azuis de longe. Suspirei frenética, quase não acreditando no que estava vendo. Meus bracinhos finos se arrepiaram numa emoção adolescente e esperançosa diante de deus. Meu Deus do Céu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Mergulhei de cabeça entre os grupos de garotas loiras de cabelo escovado, me joguei em meio a seus perfumes, abrindo caminho até o meu objeto de desejo e admiração. A cada passada que eu dava, ele parecia mais real. E como ser idiota uma vez no dia não é suficiente, eu tinha que ser duas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Explico. Minha bochecha esquerda sentiu-se enciumada da sua vizinha e exigiu se esfregar com o chão, também. Pois é, tropecei no cadarço. De novo. E foi com a bochecha esquerda colada ao chão, as pernas tortas e os braços desengonçados que ele veio ao meu encontro. E o melhor: dessa vez, todo mundo viu. Aqueles olhos azuis globais me olharam e me estenderam a mão, me avaliaram da cabeça aos pés enquanto me perguntavam se eu estava bem. Que pergunta idiota! Claro que estava. Amparada pelo Bruno Gagliasso, quem não estaria perfeitamente BEM?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Levantei. Sorri. Ajeitei o cabelo. Limpei a calça. Sorri. Ganhei uma foto e um autógrafo. Fiquei tão feliz que passei o resto da manhã tagarelando e, claro, sorrindo. Quem se importa com um tombo? Ou dois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Mas o melhor de tudo, foi chegar em casa, me olhar no espelho (pra ensaiar os sorrisos que dei para o astro) e ver que falta um pedaço do meu dente da frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Beijos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8361039617342146021?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8361039617342146021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8361039617342146021' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8361039617342146021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8361039617342146021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/04/fazendo-texto.html' title='Fazendo texto'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3704078611639870637</id><published>2009-04-15T17:18:00.000-03:00</published><updated>2009-04-15T17:23:12.415-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje acordei com pés esquerdos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3704078611639870637?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3704078611639870637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3704078611639870637' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3704078611639870637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3704078611639870637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/04/hoje-acordei-com-pes-esquerdos.html' title=''/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-895169484596508487</id><published>2009-04-08T11:25:00.001-03:00</published><updated>2009-04-08T11:25:54.016-03:00</updated><title type='text'>Mais uma vez</title><content type='html'>Não são afinidades que levam à consideração.&lt;br /&gt;Lembrete: Nunca confundir admiração com potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu merecimento não é menor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-895169484596508487?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/895169484596508487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=895169484596508487' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/895169484596508487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/895169484596508487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/04/mais-uma-vez.html' title='Mais uma vez'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6961144907877601828</id><published>2009-04-08T09:56:00.000-03:00</published><updated>2009-04-08T09:58:46.316-03:00</updated><title type='text'>Ops!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Engasgo e me lembro do porque dos óculos escuros e mordo os lábios, pra não gastar nem uma lágrima a toa. Tudo ruim, tudo errado. Nem eu sei porque estou triste, deve ser porque tem umas duas semanas que minhas cutículas estão arrepiadas e eu não vou fazer essas unhas, ou porque a gente acha que as pessoas te consideram e no fim acabam se esquecendo de te convidar pra algo que você queria muito fazer, ou porque você espera uma chave dum apê por sedex - manda papai! - e a encomenda nunca chega, ou os filetes de derrota escorrendo junto com o rímel, porque ele recobrou a consciência. Ou tudo isso junto e mais o carro coberto de poeira até os ossos e eu com dó de dar 20 pilatos pro lava car."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Heleninha, no &lt;a href="http://www.corporativismofeminino.com/"&gt;Corporativismo Feminino&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6961144907877601828?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6961144907877601828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6961144907877601828' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6961144907877601828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6961144907877601828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/04/ops.html' title='Ops!'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5749330632065347992</id><published>2009-04-01T22:21:00.000-03:00</published><updated>2009-04-01T22:34:12.558-03:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo</title><content type='html'>Não consegui. Confesso que tentei, que minhas intenções eram realmente boas. Mas, não consegui. Me descubro numa ansiedade constante, como se estivesse avistando algo que nunca chega... É bem como estar numa sala de espera. Sento, olho ao redor, analiso as pessoas, leio uma revista, leio um livro, assisto tv, fico entediada. O relógio é alvo da minha paquera, não paro de olhar pra ele. Olhares furtivos aos ponteiros são o pior passatempo. Eles teimam! Me olham com um olhar sério e um sorriso embaraçado e dizem, "Ver você me vigiando tanto assim me rouba a concentração. Como espera que eu trabalhe logo desse jeito?". Pois bem, queridos, trabalhem. Esquecê-los é difícil e, pouco tempo depois, lá estou eu de novo... Checando se alguém se ocupa de fazer o tempo passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5749330632065347992?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5749330632065347992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5749330632065347992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5749330632065347992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5749330632065347992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/04/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o tempo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-7836596644997615728</id><published>2009-03-28T22:41:00.000-03:00</published><updated>2009-03-28T22:52:27.489-03:00</updated><title type='text'>Sobre o meu vício</title><content type='html'>Sou viciada. E assim me reconheço porque sei que quando me ponho diante do meu vício, largo tudo por ele. Ele me joga um encantamento, me envolve com melodias irresistíveis, me cala num minuto. Não me rendo quando o vejo. Poucas vezes tentei me desvencilhar de seus braços, mas seu cheiro é demasiado doce, seu gosto me rouba a percepção, me poupa de raciocínios lógicos... Me joga de cabeça num mundo impalpável e incrivelmente real. Mas hoje me sinto diferente. Não quero mais ser assim tão dependente! Quero a liberdade e a coragem que têm os que não são se deixam levar por ele. Quero os olhos sedentos pelo que há ao meu redor, quero abri-los, deixá-los notavelmente arregalados para o que existe lá fora! É que hoje eu vou, simplesmente, acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-7836596644997615728?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/7836596644997615728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=7836596644997615728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7836596644997615728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7836596644997615728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/03/sobre-o-meu-vicio.html' title='Sobre o meu vício'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2487307451951187402</id><published>2009-03-26T13:34:00.000-03:00</published><updated>2009-03-26T14:04:46.057-03:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>Eu sumo porque me sinto vulnerável. Não me é confortável a exposição inevitável. Sinto asco daqueles olhares que, com o julgamento infundado, rasgam. Me vêm, dos pés à cabeça, um sentimento inexplicável revestido de ansiedade e vaidade. E me acompanha até mesmo quando planto sacos na cabeça! Tenho tempos e tempos. Tempo de ser e estar importantes, tempo de nunca estar presente e ser sempre presenteada com o que causo com ausência. Por que me notam só os defeitos? Não lhes é relevante saber que aqui vivem sentidos diversos, sentidos que, se ativados, me recolhem à toca. Não, eles não entendem que me retiro porque estou infeliz. Porque me ativam a infelicidade que há no ser imperfeito... Aqui, nesse mundo que é só meu, tudo flui melhor quando durmo. E, ainda mais, quando não tenho que acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2487307451951187402?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2487307451951187402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2487307451951187402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2487307451951187402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2487307451951187402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/03/blog-post_26.html' title='?'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-549432621559780602</id><published>2009-03-17T00:35:00.000-03:00</published><updated>2009-03-17T01:13:34.154-03:00</updated><title type='text'>Onde vemos</title><content type='html'>E quando eles me olham, o que eles vêem? São um mistério pra mim. Quando olho, procuro, em suas expressões, afinidades. Se me notam, perguntam, &lt;i&gt;"Tá olhando o quê?"&lt;/i&gt;. Seus olhos que me vêm como mistério, me obrigam, com violência, a olhar pra outra direção. São tantas visões que percebo, que me arrepiam os pêlos, que me suam as mãos. Eles são vozes, cheiros e belezas. São olhos, e olhares, envoltos em ciclos que não me incluem. Mas não me impedem de correr olhando fixo, numa ansiedade revestida de indiferença e cobiça. Entenda... Não me interessa roubar-lhes o que vejo! O que me falta, é contar-lhes sobre o que, sem querer, me mostram. Insisto em bisbilhotar a intimidade daqueles olhos, vasculhando a justificativa dos sorrisos que me dispensam. E então estou checando, apenas isso!, se posso já saber... E eu, quando olho, o que vejo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-549432621559780602?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/549432621559780602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=549432621559780602' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/549432621559780602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/549432621559780602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/03/onde-viemos.html' title='Onde vemos'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-7288048500950755048</id><published>2009-03-09T16:49:00.000-03:00</published><updated>2009-03-09T17:20:08.957-03:00</updated><title type='text'>Ciente,</title><content type='html'>Os olhos coçam insistentemente. É um protesto por tê-los forçado tanto. Olhos que calam a voz, tiram o raciocínio linear, bagunçando-os, espalhando-os rebeldemente ao redor das rosas bochechas. O sorriso se ofusca, se esconde. Mostra os dentes, numa falha tentativa de simpatia à si mesma. O problema é a consciência, consciente de ter feito a coisa certa. Ferida por ter sido passada para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-7288048500950755048?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/7288048500950755048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=7288048500950755048' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7288048500950755048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7288048500950755048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/03/sobre-olhos.html' title='Ciente,'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8548666117086531770</id><published>2009-02-14T02:23:00.000-03:00</published><updated>2009-02-14T02:28:20.560-03:00</updated><title type='text'>Será numa quinta-feira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"(...) e o que acontece comigo que invejo o destino de todas as outras pessoas? Porque estou enjoada de minha própria vida, é isso, fiz escolhas cedo demais, e hoje estou cansada, queria mudar, até mesmo este vira-latas diante de mim, ele me parece mais feliz, mais correto do que eu, esparramado debaixo do sol, a vida dele tem muito mais sentido, porque é mais simples, e pequenos momentos como este em que exercito minha liberdade, estes momentos são regra na vida deste cachorro, e são exceção na minha, não era pra ser assim, não era... mas o que posso fazer?, vou ter sonhos de liberdade aqui nesta mesa de bar e logo logo vão retornar as vozes das minhas responsabilidades, o peso de todas as coisas que me tornei e das quais não posso simplesmente fugir, e empurrada por este peso vou entrar de volta no meu carro, dirigir (...) e fazer com que tudo volte ao normal, nada desta sensação de liberdade restará até minha próxima fuga imprevista das coisas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Daniel Galera em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dentes Guardados&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8548666117086531770?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8548666117086531770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8548666117086531770' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8548666117086531770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8548666117086531770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/02/sera-numa-quinta-feira.html' title='Será numa quinta-feira'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1664397255203998661</id><published>2009-02-10T14:32:00.000-03:00</published><updated>2009-02-10T14:58:53.785-03:00</updated><title type='text'>Pede um desejo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Saí porta fora. Estava sem paciência para ouvir fosse o que fosse. Nem mais uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;A noite estava agradável, a pequena e amena brisa combinava com a minha camisola de alças, calções e chinelos. Só o estado de espírito não coincidia com todo o cenário. Atei o cabelo e deixei a franja e outras madeixas de cabelo a tapar-me os olhos, não só para que ninguém reparasse no meu olhar mas também para que não pudesse ver com clareza as pessoas que passavam por mim naquele instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Desejava chorar e amaldiçoar tudo e mais alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Decidi andar a pé pelas ruas aparentemente iguais. Aparentemente não, de fato são todas iguais, até as pessoas que nelas vivem, todas consumidas pela mesma inveja e arrogância, pelo mesmo gosto e jeito tremendo pela má-língua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Virei na esquina seguinte para me desviar de um pequeno bailarico de rua, daqueles para entreter o povo que assim que volta para casa o marido torna a bater na mulher, a avô volta aos seu lugar cativo na cozinha e as crianças para a frente da televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Umas ruas mais adiante e ainda conseguia ouvir a música. Segui direito ao rio onde escolhi um banco de maneira a que quem passasse na estrada não me visse. Pode parecer estúpido porque passava muita gente pela minha beira do lado do rio, mas eu sei do que me escondia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Quando me sentei senti o que trazia nos bolsos de trás: chaves e telefone celular. Ir para casa nem pensar! Mas ouvir uma voz querida, por que não? Não é uma voz daquelas que nos diz tudo o que queremos ouvir, mas sim aquilo que devemos ouvir, quer nos caia bem ou mal.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Entre desabafos e distrações com as piadas de costume, quem passava por mim olhava como se nunca tivesse visto uma moça sozinha junto ao rio, ao celular e a olhar para o céu. Não fiquei indiferente, odeio este tipo de olhares indiscretos mas repletos de curiosidade e uma espécie de repulsa por quem está só e não está a passear com a família ou até mesmo com o cão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Lembrei-me de uma peça de teatro que vira há algum tempo: Stabat Mater furiosa. Uma mulher que “recusa compreender e não quer compreender e implora. Uma mulher que suplica a vida. Uma mulher com um sonho ingênuo e frágil como os sonhos, porque o sonho alimenta a face dos homens melhor do que o bago da uva e não há uvas no Inverno”. Admirei a força das palavras, do texto e a vida e raiva com que a atriz as reproduziu. Queria ter, não a força para gritar as palavras, mas sim para dar vida a gestos e atos, pôr fim a tanta coisa na minha vida e começar outras. Não há pior do que sentir a vida a começar e deixar-nos aprisionados sem forças para iniciar a corrida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Enquanto isto, olhava para o céu, não com um olhar de ver mas sim um olhar por olhar, porque perdida no mesmo sitio de sempre já nem conseguia acompanhar a conversa. E foi então que vi uma luz brilhante, uma pequena luz que parecia querer cair do céu. Vinte e poucos anos e nunca tinha visto uma estrela cadente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;A voz do outro lado disse-me:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;- Pede um desejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Gritei:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;- Quero sair daqui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;- Mas tem que ser em voz baixa, só para ti!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;* Texto do &lt;a href="http://cadernoamarelo.blogs.sapo.pt/"&gt;Caderno Amarelo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1664397255203998661?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1664397255203998661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1664397255203998661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1664397255203998661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1664397255203998661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/02/pede-um-desejo.html' title='Pede um desejo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-8393791866652593037</id><published>2009-02-10T00:18:00.000-03:00</published><updated>2009-02-10T00:49:11.446-03:00</updated><title type='text'>Permane(s)cendo</title><content type='html'>Não haviam preocupações quanto ao que devia ser dito. Era como se tivéssemos nos visto todos os dias desde a última vez. Minto. Houveram tardes em que senti tanta falta daquela presença que quase pude tocar a ferida que se abre quando a gente mexe com sentimentos adormecidos. E então ele me disse que era uma fase, que eu estava pra descobrir algo grandioso. Me vi em trajes&lt;span style="font-style: italic;"&gt; à la&lt;/span&gt; Indiana Jones, salto fino, óculos intelectuais e fones no ouvido. Não sei o que esperar a partir de agora. Sempre acreditei nos planos que ele fazia, enquanto me divertia pensando no quão bobo ele parecia me dizendo aquelas coisas. Mas não era bobagem. Não nos permitíamos ser desonestos quando falávamos de nós mesmos. Nossa fé mútua construiu fortes laços de amizade. Não venho lembrando de lembrar daquele tempo. Erro meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho errando tanto em esquecer do que me faz bem! Quero o gosto do que é verdadeiro, do que se fez real, do que não exige esforço pra ser único e especial; a liberdade de ser quem eu sou, de pensar o que penso. Nas pessoas erradas, busco manifestações de afeto. Então, chega. Chega mais, mais pra perto de mim, bem pra dentro do meu coração, todo aquele que me engrandece e não me entristece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-8393791866652593037?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/8393791866652593037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=8393791866652593037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8393791866652593037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/8393791866652593037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/02/permanescendo.html' title='Permane(s)cendo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4349235687734316591</id><published>2009-02-05T13:56:00.000-03:00</published><updated>2009-02-05T16:20:28.530-03:00</updated><title type='text'>Sobre o que não se vê em mim</title><content type='html'>Nada passava despercebido. Não haviam fatos ocultos. Nos meus dias, sorrisos sinceros, empolgações fundamentadas, confissões de pé-de-ouvido, risadinhas apaixonadas, bilhetes secretos. Todos os meus segredos não eram segredos. Um livro, aberto, folheável, acessível. Entre tantas vírgulas que um dia foi a minha vida, me perdi quando parênteses começaram a me pontuar. O não-dito me grafou o cotidiano, acumulando parágrafos, criando páginas, traçando linhas compostas de palavras invisíveis, jamais transcritas e nunca faladas. Numa pausa imprevisível, sinto o tempo passar enquanto me transformo em lágrimas represadas, sentimentos de confusão e incompletude incompreendidos, incompreensíveis. Um livro, fechado, lacrado e com inúmeras páginas violentamente arrancadas. Num desabafo mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4349235687734316591?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4349235687734316591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4349235687734316591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4349235687734316591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4349235687734316591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/02/sobre-o-que-nao-se-ve-em-mim.html' title='Sobre o que não se vê em mim'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2804901142088299371</id><published>2009-01-10T01:13:00.000-03:00</published><updated>2009-01-10T01:29:49.726-03:00</updated><title type='text'>Ser vindo</title><content type='html'>Vejo que meu padrão reverencial cessou. Ainda possuo um pouco de dignidade, mas confesso, ando preferindo os velhos tempos. Sinto tanto que não consigo expressar! Não é sufocante, é frustrante. Vivo um conflito pessoal, uma guerra aqui dentro que batalha pelo reconhecimento saudável do que concordo em acenar com a cabeça num movimento positivo. Em contato com tantos modos de ver a vida, me sinto obrigada a ter um de viver. Pra viver. Sou diferente. Frequentemente sinto que não pertenço àquele círculo. E nunca pertencerei, independente do que quer que seja. Por que sorrio, afinal? Falam tanto sobre qualquer coisa. Falam sempre sobre falar sobre qualquer coisa. Falam, o tempo inteiro, sobre estar sempre falando. Sobre, apenas, falar. Pois bem, não falo. Ou falo... Falo que odeio essa certeza inabalável de ser quem se é. Odeio não apenas por acreditar ser mentira, mas porque me fere saber que jamais me questionei o suficiente pra ser tão veemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2804901142088299371?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2804901142088299371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2804901142088299371' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2804901142088299371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2804901142088299371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2009/01/ser-vindo.html' title='Ser vindo'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-659865750755778098</id><published>2008-12-28T19:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-28T19:20:29.157-03:00</updated><title type='text'>Pré-destinados</title><content type='html'>Foi quando me dei conta que não fazia a menor idéia de onde ele estava. Não, ele não me disse pra onde estava indo, nem ao menos que fez planos de ir pra lá. Me pergunto se ele sente alguma culpa por estar tão distante de mim. Acho que sim, acho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; que sim. Eu não me importava, me dói admitir que não fazia questão. No dia que o destino atual dele foi o meu, percebi que queria mais. Eu sempre quis saber mais e viver mais com ele. Nunca reverti a situação, nunca tentei com afinco. Seria trabalhoso, demorado e, provavelmente, me magoaria ver que pintei um quadro psicodélico de uma situação pouco colorida. As vezes repito pra mim mesma que é bobagem, que não há nada de mais nele, que eu quero conhecer o que não há pra ser conhecido. E me incomoda. Porque já faz tempo que ouço &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Precisamos ficar juntos', 'Precisamos nos conhecer', 'Preciso passar mais tempo por aí, sinto sua falta'&lt;/span&gt; e agora me pergunto se dói nele sentir falta do que não conhece tanto quanto dói em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-659865750755778098?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/659865750755778098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=659865750755778098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/659865750755778098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/659865750755778098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/12/pr-destinados.html' title='Pré-destinados'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6122990432011773069</id><published>2008-12-03T01:07:00.000-03:00</published><updated>2008-12-03T01:17:41.110-03:00</updated><title type='text'>Droga do livro</title><content type='html'>Já falei muitas vezes, mas gosto de lembrar que adoro qualquer coisa que me entorpeça. Gosto de sentir a náusea, o enjôo, a euforia. De ouvir meu coração palpitar, meus pêlos arrepiarem-se. De sentir a mordida nos meus lábios, as borboletas no estômago, a ânsia, o desejo do 'mais'. Adoro qualquer coisa que me faça tropeçar graciosamente em mim mesma, que caia de cara nos meus sonhos, que me mostre um mundo que é somente meu. Que me entorpeça, e me entorpeça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6122990432011773069?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6122990432011773069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6122990432011773069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6122990432011773069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6122990432011773069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/12/droga-do-livro.html' title='Droga do livro'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-52714622788126645</id><published>2008-11-25T23:17:00.000-03:00</published><updated>2008-11-25T23:23:21.245-03:00</updated><title type='text'>Direito, humano!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio àquela sala de espera, estávamos todos aguardando o mesmo objetivo: resolver um problema na conta de energia. Num terninho preto, em cima do salto, uma jovem com expressão firme senta ao lado de um homem. Eles parecem se conhecer muito bem. À frente, um casal chama atenção por segurar uma criança que não consegue ficar quieta. A apreensão é notável, o medo de que percebam ainda mais suas presenças os incomoda visivelmente. A verdade é que eles sentem que o simples fato de estarem ali é digno de cochichos, de comentários e sussurros. Eles sabem que já faz dias que tomaram um banho, que trocaram ou lavaram suas roupas; meses, talvez, que escovaram os dentes. Não lhes é comum praticar rituais de higiene tão rotineiros nas vidas de “cidadãos de terninhos” e, se não fosse por situações como essa, onde realidades chocam-se tão bruscamente, o casal de camisas furadas talvez nem se sentisse incomodado por não ter banho quente, por não ter banho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todos os dias&lt;/span&gt;. Enquanto o resto dos clientes reclamava de excessos na cobrança, o pai daquela humilde família, em suas havaianas surradas, encardidas e rachadas, tentava negociar a dívida que se escondia por trás de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bolo&lt;/span&gt; de faturas amontoadas em suas mãos. Tentando falar baixo, ele dizia à atendente que não tinha condições de pagar tão caro pelo serviço, “a senhora sabe, moça, as coisas não tão fáceis hoje em dia pr’um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homi&lt;/span&gt; como eu”. Ela respondia esboçando, discretamente, uma expressão de quem pouco se importava com as dificuldades enfrentadas pela família. Todos queriam que eles fossem embora, que o mau cheiro se esvaísse, que o impacto de uma realidade tão próxima não fizesse questão de estar ali, pesando como uma enxaqueca constante na consciência de cada cadeira ocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de quem é a culpa? O artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar, e à sua família, a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários”. Os responsáveis pela efetivação dos Direitos Humanos para todos não são somente as autoridades cabíveis, afinal de contas, cabe a cada um de nós fazer um pouco pelo mundo. As pessoas vivem em níveis diferentes, classes diferentes, raças diferentes. A intolerância entre as diversidades econômicas gera uma proposital alienação, onde os mais favorecidos não se importam em fechar os olhos pro que mora ao lado. Onde os pedintes na rua são meros borrões na tela da realidade, pequenos espaços que, se ignorados, passam despercebidos por quem não enxerga através das películas escuras de seus carrões do ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-52714622788126645?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/52714622788126645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=52714622788126645' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/52714622788126645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/52714622788126645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/11/direito-humano.html' title='Direito, humano!'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-9095250275348551678</id><published>2008-11-14T21:38:00.001-03:00</published><updated>2008-11-14T21:38:46.579-03:00</updated><title type='text'>Ao olhar</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Nós já sabemos o que queremos"&lt;/span&gt;, ele falou. Me olhou diretamente nos olhos por alguns segundos. Não desvio o olhar, já aprendi que sustentar nossos olhos mutuamente é um sinal confortante de compreensão e confiança. É bem como um exercício de adivinhação, mais pra desafio. Mas quem propõe esse desafio? Eu, ao olhar-no na espera de uma conclusão? Ou ele, ao buscar na minha expressão um sinal de que sei o que quero?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-9095250275348551678?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/9095250275348551678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=9095250275348551678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9095250275348551678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9095250275348551678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/11/ao-olhar.html' title='Ao olhar'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5097219272556305855</id><published>2008-11-07T21:56:00.000-03:00</published><updated>2008-11-07T22:53:47.967-03:00</updated><title type='text'>Frio e mente</title><content type='html'>Lá estava eu, caminhando a passos largos. Era uma tentativa de acelerar o tempo. Não adiantou. Minhas pernas não sabiam a posição certa, minhas costas começaram a doer e minha mão tremia. Por quê? Sentia o frio. Aquele friozinho que a brisa possui, que preenche os espaços ocos. Um frio que me acalentava as faces, lacrimejava os olhos e me revestia de vontade de alcançar o calor que morava em meus pensamentos férteis. Nem eu mesma sei identificar a intensidade da vontade que eu sentia daquela cadeira, a vontade (que me rasgava) de levantar o olhar e encarar o frio. Encarar com olhos de fogo, de fogueirinha de São João, a mais pura, real e móvel figura do meu tormento. Inevitavelmente, não havia outro lugar que eu pudesse estar. E então, o frio se foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5097219272556305855?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5097219272556305855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5097219272556305855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5097219272556305855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5097219272556305855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/11/frio-e-mente.html' title='Frio e mente'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-3340066058050750686</id><published>2008-10-20T22:10:00.000-03:00</published><updated>2008-10-20T23:03:00.098-03:00</updated><title type='text'>A Sina e o Destino</title><content type='html'>Recebeu o safanão e, antes de o enfiarem no camburão, algemado que nem um porco a caminho do matadouro, pensou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Não lhe tiro a razão, soldado. Não era bom mesmo me deixar solto, pois a desgraceira ia ser grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A cabeça recostada no ferro, as duas pernas dobradas sob o peso do corpo, aos solavancos, preferiu não opor resistência à multiplicidade de dores que ia sentindo em cada centímetro da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  À medida que o carro ia avançando por entre a buraqueira da rua, podia imaginar os amigos alinhados ao longo do arruado, o comentário no meio do mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -- Com uma semana, ele foge outra vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E fugia mesmo, que o seu destino não era o de ficar engaiolaado, feito curió de bodegueiro, exposto às vistas do resto do mundo. Consertar a vida a esta altura, só se fosse coisa de Deus, atendendo às orações da mãe, dona Maria de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Coitada, essa já vivia sequinha de carnes, e de esperanças nem se fala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Se a vida não havia de consertar, o jeito era seguir aos trancos, de camburão em camburão, de cela em cela, até o fim do mundo, até o fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Da maneira que seguia agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Seguindo pra onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cadeia não é destino. É sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pois então seguia assim, no rumo da sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Forçava a imaginação para não pensar no que havia de pior: Se estava no meio do tiroteio com a Polícia, chegava a descrever na mente a viagem de uma bala gravada com o seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -- É essa. Vem acabar com tudo. Chegou a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Era contra essa bala previamente destinada que se entregava à luta. E a vida não tinha outra finalidade, senão escapar à fatalidade que vinha escrita no bico rombudo daquela bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Vivia assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Viver era o modo de dizer, que ninguém vive assim. Era só um estado de vida, solto nas incertezas de tudo quanto é temporário.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Dos filhos não podia falar, pois só os conhecia de arribação. No meio de duas fugas, o tempo de dormir a família toda no mesmo quarto, que fazia a medida da casa toda.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Treze anos assim. As algemas já tinham lugar certo nos pulsos. Feito o ódio que carregava em lugar certo do coração. Não doíam e já nem laceravam mais a pele. Como de resto em todo o corpo já não havia mais lugar que doesse ou se deixasse lacerar.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Muito menos na alma. Ou no coração. Devia ter sido por isso que ao desembarcar do camburão, diante da penitenciária, deu as costas para o portão e correu sem destino, fingindo não ouvir os gritos dos guardas que lhe apontavam as escopetas engatilhadas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Foi a primeira e a última vez que correu em direção a um destino que nunca fora verdadeiramente seu. Ao destino, e não à sina. A primeira e a última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Luiz Augusto Crispim)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-3340066058050750686?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/3340066058050750686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=3340066058050750686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3340066058050750686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/3340066058050750686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/10/sina-e-o-destino.html' title='A Sina e o Destino'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6402162049302466359</id><published>2008-10-19T21:45:00.001-03:00</published><updated>2008-10-19T21:52:02.267-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;"A gente tem que ser inteiro o tempo todo? Sério, o tempo todo? Eu saio do eixo, perco o fio da meada, eu não sou completa por inteiro, mas por partes... É um processo. E eu entrei nesse processo agora, eu fujo de mim e das situações. Eu tenho manias, e minha pior mania é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jogar tudo pro alto quando eu percebo que não sou capaz de dar conta, no momento.&lt;/span&gt; E depois recolho os destroços que ficaram no chão... Eu tenho mania do imperfeito e da falta de tranquilidade, quando as coisas estão assim, dando certo, eu tenho mania de bagunçar. Mania besta, de criança, de fugir quando as coisas estão muito ao alcance ou distante demais. Mas eu tenho que ser adulta o tempo todo? Poxa, ser gente grande cansa tanto. Maturidade cansa tanto. Saber sempre o que se quer cansa tanto... E eu não sei o tempo inteiro, eu não gosto de planejar, não gosto de antecipar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não gosto de me ver em situações onde eu estou sendo o que não quero ser, quando na verdade eu nem sei exatamente o que eu quero que seja.&lt;/span&gt; Odeio ficar à mercê dos outros para poder agir. Meu Deus! (...) Eu surto e depois fica tudo bem, quando a gente surta a cabeça volta pro lugar"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mariposa Apaixonada (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mariposa--apaixonada.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 255, 255);"&gt;- http://mariposa--apaixonada.blogspot.com -&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6402162049302466359?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6402162049302466359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6402162049302466359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6402162049302466359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6402162049302466359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/10/gente-tem-que-ser-inteiro-o-tempo-todo.html' title=''/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-2048844186901148460</id><published>2008-10-04T17:11:00.000-03:00</published><updated>2008-10-05T02:11:23.013-03:00</updated><title type='text'>Das curvas</title><content type='html'>Aquele ritual já foi praticado por ela inúmeras vezes. O espelho refletia bochechas salientes e o olhar. Aquele olhar que escondia algo... Tudo foi tomando cor, tons de cinza enfeitavam as pálpebras, seus olhos logo pareceram estampar os de bonecas de porcelana: fixos e frágeis. Suas idéias vagavam em curvas quando saiu dali. Suas idéias voltaram curvas quando chegou de lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-2048844186901148460?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/2048844186901148460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=2048844186901148460' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2048844186901148460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/2048844186901148460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/10/das-curvas.html' title='Das curvas'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-6661979927330635894</id><published>2008-09-24T00:35:00.000-03:00</published><updated>2008-09-24T01:10:59.048-03:00</updated><title type='text'>Repressão.</title><content type='html'>E lá estava ele, julgando o que é meu por uma conversa. Ele me diz que não sabe mais o que é a felicidade... Tenho vontade de chorar. Reprimo minhas lágrimas sempre que respiro fundo esse abismo que nos separa. Enquanto isso, folheio páginas, comento sobre o tempo, olho no relógio... Não sei quanto tempo faz que me sinto assim. Tenho sempre tanto a dizer, uma infinidade de coisas que não se mostram dispostas a ser reveladas. Fiquei com aquilo na cabeça, aquele julgamento, aquelas palavras que saíram como um crítico desabafo. Pensei no que podia ser dito, numa solução ou algo, no mínimo, relevante. Já desconfiava dos motivos incômodos da minha presença, embora não seja tão pouco... Como pode tanta raiva ser justificada em uma mentira? De onde vem essa competitividade, essa antipatia revestida com as navalhas da indiferença? O tempo nos permite esquecer bons momentos e remoer os ruins. Permitiu a ela provar o gostinho da conquista, conquista essa que rende, a ele, lágrimas e infelicidade. Que rende, a mim, temporária sensação de enjôo. Uma vontade de vomitar em cima daquela superioridade e possessividade, daquela fajuta transformação e dessa ridícula mania que ela tem de assumir como verdade o que é uma grande mentira toda a minha raiva da maneira que ela resolveu por ser a vida dele. Me canso dessa repressão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-6661979927330635894?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/6661979927330635894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=6661979927330635894' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6661979927330635894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/6661979927330635894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/09/represso.html' title='Repressão.'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-1500946887563253016</id><published>2008-09-19T00:09:00.000-03:00</published><updated>2008-09-19T01:46:26.171-03:00</updated><title type='text'>Só mente</title><content type='html'>À minha frente, nada. Ao meu redor, nada. Em mim, uma vontade desmedida de admitir o que há algum tempo consegui compreender. Mas ainda espero... Sei que existe uma solução, mesmo que esse nada insista em fazer parte de mim nas horas que o dia possui. O tempo que é meu me pertence somente. E só mente à minha consciência tudo aquilo que já vi constante...&lt;br /&gt;Constata a mente que as necessidades estão sendo supridas por remendos em rasgões, presenças incomparáveis, músicas repetidas. Não quero sentir perder nesse ganho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-1500946887563253016?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/1500946887563253016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=1500946887563253016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1500946887563253016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/1500946887563253016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/09/s-mente.html' title='Só mente'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-772042036364584892</id><published>2008-09-05T01:04:00.000-03:00</published><updated>2008-09-05T01:07:35.045-03:00</updated><title type='text'>Sensações</title><content type='html'>Tinha aquela garota. Ela estava sentada num canto da mesa, tentando cantarolar as músicas que tocavam. E olhava freneticamente pra porta... O que ela esperava? Parei pra observar seu olhar. Meio assim perdido entre os tantos copos espalhados ao longo das mesas... Nenhum era dela. Seu sorriso pela metade me gritava por socorro, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Quem seria? Sendo dona de gestos tão confusos, achei justo considerar a possibilidade de pagar-lhe uma bebida. Não com o objetivo de obter sua atenção, mas apenas de fazê-la sentir-se mais a vontade. Dessa forma eu poderia chegar a uma conclusão sobre o que passava em sua cabeça. Tinha interesse nos seus medos, suas angústias. Notei que todos riam, pareciam felizes. Egoistamente felizes! Descobri mais tarde que o que ela queria não era uma presença que não chegava, muito menos uma bebida. Sua cabeça viajava nas horas que não passavam e no fim da noite não conseguiu mais segurar o arrepio que percorreu suas costas durante horas e se entregou. Entregou seus olhos à escuridão, na tentativa de lavar toda a sensação vivida naquela noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-772042036364584892?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/772042036364584892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=772042036364584892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/772042036364584892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/772042036364584892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/09/sensaes.html' title='Sensações'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-4188002897347675879</id><published>2008-08-31T10:40:00.000-03:00</published><updated>2008-08-31T13:18:15.159-03:00</updated><title type='text'>Entre tons</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;As cores de fim de tarde somem sem serem notadas. É difícil saber de onde vem, quantas são e, as vezes, no que irão se tornar. Com toda indiferença, chega a escuridão. Não há como evitar no que o dia pode se tornar. Fui transitando entre os tons... As vezes me vejo escuridão... Mas sou claridade. Caminho a noite de óculos escuros, numa visão distorcida de quem posso ser, do que consigo ver.&lt;br /&gt;Todas as noites deito na esperança de me ver livre dessas manchas escuras que me seguem, é quase um grito por liberdade. Uma vontade destoante de caminhar longe desse medo, dessa sensação débil diante dos meus ideais... Pra onde foi todo aquele SER? Duvido que tenha batido a porta e saído sem rumo. Duvido! Mas já tem dias que procuro sorrateiramente pelas frestas, pelas quinas, sussurando algo que nem eu mesma sei o que significa, tão ruim anda minha memória ultimamente... Nem recordo o que me podia fazer ouvir. Mas o vento invade a casa, com todos os tons da manhã e a custo finjo abrir os olhos pra ver o reflexo dos raios do dia no espelho. Mais uma vez, serei mesmo eu?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-4188002897347675879?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/4188002897347675879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=4188002897347675879' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4188002897347675879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/4188002897347675879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/08/entre-tons.html' title='Entre tons'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-7335936768294397926</id><published>2008-08-19T23:36:00.000-03:00</published><updated>2008-08-19T23:39:23.663-03:00</updated><title type='text'>FACES, Queen e muito talento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fotógrafo Anderson George foi a estrela da festa FACES (Fragmentos da Arte Contemporânea na Sociedade), realizada última sexta-feira na Boate Queen. Com direção de Dani Duarte, a exposição de fotos do jovem talento retratou pessoas em seus mais diversos estilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os participantes da festa foram recebidos pela hostess Lu’Akua. A ambientação do lugar ficou por conta do estilo de Anderson, remetendo à sensação de estar sendo clicado por ele a cada passo. Agitando a noite, as Senhoritas tocaram no 1º ambiente em frente a uma televisão que exibia um slide show com fotos da banda tiradas por Anderson, assim como seu novo clipe, que teve direção de fotografia do mesmo. Já no 2º ambiente, a DJ Hunter tocou seu som ao lado de um telão onde passavam as melhores fotos feitas pelo anfitrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Fotógrafo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anderson é universitário, estuda Arte e Mídia na UFCG e trabalha como designer gráfico. Natural de Patos (PB), ele percebeu seu talento por acaso. “Minha família tem marca de roupa e foi brincando de fazer catálogo que descobri ter talento pra fotografia de moda”, conta. A experiência abriu portas para fotografar outras marcas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista diz se enquadrar no estilo neo-surrealista e pós-moderno, assim definido pelo próprio expositor. Em primeiro lugar nos seus planos está a formação acadêmica. Após conquistar seu diploma, vai batalhar. “Quero trabalhar numa revista de moda. Vou atrás, mostrar portfólio e trabalhar mesmo”, diz ele. Anderson pensa grande e diz já ter recebido convites para trabalhar no exterior, recusados por exigirem que ele se mude. “Como eu moro aqui, fica impossível. Mas em outro momento, quem sabe?”, ele diz, esperançoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A banda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda Senhoritas é, como o próprio nome sugere, formada por mulheres. A atual formação existe há pouco mais de dois anos e é composta por Waleska, Mariana e Isabela. Influenciadas por sons que variam de The Cranberries e Alanis Morissette à Kid Abelha, o estilo da banda é rock-pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As garotas já se apresentaram em diversas cidades do Nordeste e em São Paulo, tiveram um vídeo de ensaio exibido várias vezes na MTV e foram destaque em veículos de comunicação locais e nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua apresentação na última sexta-feira, cantaram músicas de autoria própria. Seu mais novo trabalho “Vontade de Gritar” possui videoclipe, com direção de Poliana Urtiga e direção de fotografia de Anderson George.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações, acessar &lt;a href="http://www.blogger.com/www.senhoritas.multiply.com"&gt;www.senhoritas.multiply.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DJ Hunter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nila, mais conhecida como “DJ Hunter”, adotou esse nome pelo seu significado, que, em terreno prático, quer dizer caçadora e se emprega muito bem à vida nômade da DJ. Ela já morou em vários estados do Brasil, como Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo. Há seis anos escolheu a Paraíba para residir. Atualmente vive em Campina Grande, lugar onde nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando como DJ há quase nove anos, Nila expande seu talento à produção de música eletrônica e trilhas sonoras para filmes, trabalhando a música eletrônica em configurações que vão além da discotecagem normal. Como projeto paralelo tanto para ela, quanto para os demais integrantes, participa da banda Repercussão, onde faz efeitos sonoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao seu estilo, afima: “Me divido como um disco de vinil, com dois lados. Um deles é o underground que me permite mais liberdade pra fazer o que eu gosto e o outro configura um lado mais pop”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a primeira DJ do sexo feminino da Paraíba e bastante requisitada, Nila ministra um curso profissionalizante de formação de DJ no centro cultural. O curso dura um mês, com três aulas semanais e dará aos futuros DJ's todo o suporte necessário para entrar no mercado de trabalho. O curso teve início no dia 11 de agosto e ainda possui duas vagas. Para matrícula, entrar em contato com a própria Nila através do telefone (83) 9117-0166.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações no site &lt;a href="http://www.blogger.com/www.dj-hunter.com"&gt;www.dj-hunter.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-7335936768294397926?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/7335936768294397926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=7335936768294397926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7335936768294397926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7335936768294397926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/08/faces-queen-e-muito-talento.html' title='FACES, Queen e muito talento'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-5999286017803329930</id><published>2008-07-13T01:15:00.000-03:00</published><updated>2008-07-13T02:27:58.986-03:00</updated><title type='text'>Em férias</title><content type='html'>Quando completei dez anos, meu pai resolveu que tinha chegado a hora de eu viajar sozinha. O destino era a casa da minha avó, em Divinópolis, Minas Gerais. Lembro bem de como era legal sentar na primeira fila do avião e comer muita besteira o dia inteiro. Sem contar nas aeromoças, personificando meu sonho infantil de ser como elas.&lt;br /&gt;Até chegar à casa da vovó, eu enfrentava uma viagem de mais ou menos duas horas. Nesse meio tempo, tinha o pão de queijo. Parávamos num restaurante de beira de estrada enorme, com um balcão comprido e uma infinidade de banquinhos. Lá de fora dava pra sentir o cheiro de lingüiça frita. Era uma senhora combinação.&lt;br /&gt;O caminho que se seguia era absurdamente verde... E frio. De uma brisa suavemente gélida, impossível de esquecer. Bom pra dormir. E sempre briguei pela cama da parede. Desde pequena tenho mania de dormir encolhida, reservando diversos pedacinhos gelados de parede pra me encostar ao longo da noite.&lt;br /&gt;Os dias passavam e eu tentava incorporar, inocentemente, o jeitinho mineiro de ser. Acordava com o cheiro de bananas fritas, religiosamente acompanhadas de leite com nescau. Minha avó, como sempre, muito falante, cheia de histórias pra contar, inundava a cozinha com ternura e sorrisos. Meu avô não era de muitas palavras ditas... Preferia escrevê-las, e sempre o fez muito bem.&lt;br /&gt;Eu passava correndo pelo corredor, silenciosamente, pra não ter que ceder ao "Senta aqui que eu vou te contar a história da minha vida" típico dele. Ele era alto, falava baixo, mas grosso. Eu tinha medo.&lt;br /&gt;Meu avô morreu no fim do ano passado. Durante meses fiquei criando diálogos entre nós dois, imaginando cenas onde ele realmente me contava a história da vida dele. Quem sabe, eu o encontre numa carta escondida no fundo da gaveta, como nos filmes...&lt;br /&gt;Os anos passaram e eu passei por lá. Aprendi, nas férias dos treze, o que era saudade. Não sentir o cheiro do edredon felpudo que minha avó me enrolava me causou uma sensação estranha. Era fina e forte, pesava toneladas. Meu coração doía... Doía de saudade.&lt;br /&gt;Os dias de hoje simplesmente acontecem. Dói menos, acho que me acostumei. Faz tempo que não piso no chão gelado daquele apartamento, e tenho medo de esquecer como é andar por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-5999286017803329930?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/5999286017803329930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=5999286017803329930' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5999286017803329930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/5999286017803329930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/07/em-frias.html' title='Em férias'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-7524175275474304110</id><published>2008-07-13T01:03:00.000-03:00</published><updated>2008-08-19T23:40:42.386-03:00</updated><title type='text'>Domine o público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dominiopublico.gov.br foi lançado no fim de 2004, contando com um acervo inicial de 500 obras. É um portal que propõe o compartilhamento de conhecimentos de todos os tipos através de uma biblioteca virtual composta por grandes pinturas, músicas em MP3 de ótima qualidade e obras literárias, todas à disposição de professores, alunos, pesquisadores e curiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circula na internet um e-mail que incentiva o acesso ao site para que ele não seja desativado, baseado na informação de que o Ministério da Educação considera encerrar o projeto devido ao baixo número de visitações. Segundo a administração do site, "a notícia veiculada na internet sobre a possibilidade de desativação deste Portal por suposto motivo de falta de acesso é falsa". O site conta, hoje, com pouco mais de 82 mil obras cadastradas e quase 10 milhões de visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com o dominiopublico.gov, um outro portal também supostamente ameaçado de desativação é o periodicos.capes.gov. O site é igualmente disponibilizado pelo MEC e possui cerca de 12,5 mil periódicos com textos completos. O CAPES - Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - reúne revistas científicas nacionais e internacionais, de ramos diversos da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da confirmação dos falsos boatos, fica cada vez mais claro que o acesso a essas fontes de conhecimento e cultura não deve ser extinto. Principalmente porque, para os universitários, é mais um meio de facilitar pesquisas e, acima de tudo, possibilitar a leitura de obras de auxílio à carreira acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominio Publico: www.dominiopublico.gov.br&lt;br /&gt;Periodicos: www.periodicos.capes.gov.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-7524175275474304110?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/7524175275474304110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=7524175275474304110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7524175275474304110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/7524175275474304110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/07/domine-o-pblico.html' title='Domine o público'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2773332256559528952.post-9086408928925469109</id><published>2008-05-06T00:25:00.000-03:00</published><updated>2008-05-06T00:39:13.454-03:00</updated><title type='text'>Breves tentativas</title><content type='html'>Os passos inseguros, as palavras engasgadas permanecem. Não só em quem o indicador aponta, mas principalmente no indicado pelos outros três. Não se engane pensando que temo, que me amedronto com tão pouco. Não seria de fato verdade falar que sou indiferente, não sou. Mas ser extremista não me convém. Me convém jogar comentários bobos fora, por que, afinal de contas, quem é de todo sério? Ao contrário do que me recordo ter dito meses atrás, não possuo cabeça-de-vento. As vezes, confundo o que estou falando e o que quero falar. E é por essa razão que sigo em frente a partir de agora, até não sei quando, buscando o desencontro ao silêncio, num protesto subjetivo e calado, evitando você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2773332256559528952-9086408928925469109?l=desejosdotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/feeds/9086408928925469109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2773332256559528952&amp;postID=9086408928925469109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9086408928925469109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2773332256559528952/posts/default/9086408928925469109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desejosdotempo.blogspot.com/2008/05/breves-tentativas.html' title='Breves tentativas'/><author><name>Amanda Couto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
